YPF avalia aceitar pagamento de combustíveis com criptomoedas na Argentina
Estatal argentina estuda parceria com processadores como Lemon, Ripio ou Binance após avanço do dólar e expansão do uso de ativos digitais no país
A Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), estatal argentina de energia, está analisando a possibilidade de permitir que consumidores paguem gasolina e diesel usando criptomoedas. A iniciativa surge em meio à crescente adoção de ativos digitais no cotidiano dos argentinos, pressionados pela inflação persistente e pela desconfiança no peso.
Segundo informações do jornal La Nación, a estatal estuda integrar processadores terceirizados — como Lemon, Ripio ou Binance — que fariam a conversão automática das criptos para pesos, reproduzindo o mesmo modelo já utilizado para pagamentos em dólares.
Modelo seguiria o sistema de pagamentos em dólar já implementado
Em dezembro, a YPF tornou-se a primeira rede de postos do país a aceitar pagamentos em dólares, alinhando-se à política do ministro da Economia, Luis Caputo, de incentivar a circulação de moeda forte como forma de recuperar previsibilidade nas transações.
Caso a empresa adote as criptomoedas, o procedimento seria semelhante:
o cliente escanearia um QR code,
o valor seria debitado via app,
os fundos iriam diretamente para a conta da YPF no Banco Santander,
e o app exibiria o valor equivalente em pesos, calculado com base na cotação oficial do Banco Nación.
A medida consolidaria a estatal como uma das empresas pioneiras em pagamentos híbridos no país, onde criptomoedas já servem como ferramenta de preservação de valor frente à volatilidade econômica.
Argentina sobe no ranking global de adoção cripto
A nação aparece na 20ª posição do Global Crypto Adoption Index 2025, segundo a Chainalysis.
No varejo, ocupa o 18º lugar.
Em adoção institucional, está em 19º.
Os números reforçam uma tendência de crescimento tanto entre usuários comuns quanto entre empresas — embora o setor também tenha enfrentado polêmicas recentes.
O escândalo da memecoin Libra pressiona governo Milei
Em fevereiro, o presidente Javier Milei compartilhou no X um post que mencionava a memecoin Libra (LIBRA). Após a interação, o token disparou para US$ 4 bilhões de market cap, apenas para colapsar 94% horas depois. O caso gerou perdas de centenas de milhões e motivou pedidos de impeachment por parte da oposição.
Milei alegou que apenas “replicou a postagem”, negando promoção do ativo.
Crise econômica e recuo em pacote de resgate de US$ 20 bilhões
A instabilidade argentina se agravou após o cancelamento de um plano de resgate de US$ 20 bilhões que envolveria o Departamento do Tesouro dos EUA e bancos como JPMorgan, Bank of America e Citigroup.
Agora, discute-se apenas um empréstimo de cerca de US$ 5 bilhões em formato repo, garantindo dólares suficientes para honrar um pagamento de dívida de US$ 4 bilhões em janeiro.
Fonte: La Nación, Chainalysis, The Wall Street Journal, governo argentino.
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