Wemade integra Chainlink a aliança global para stablecoins lastreadas no won sul-coreano
Parceria fortalece infraestrutura de dados e oráculos enquanto debate regulatório sobre stablecoins segue indefinido na Coreia do Sul
A empresa de blockchain Wemade anunciou a entrada da Chainlink Labs em sua Global Alliance for KRW Stablecoins (GAKS), ampliando a infraestrutura técnica do consórcio voltado ao desenvolvimento de stablecoins atreladas ao won sul-coreano (KRW).
Segundo comunicado divulgado na terça-feira, a Chainlink passará a fornecer suporte técnico relacionado à integridade de dados, padrões de infraestrutura e casos de uso envolvendo ativos tokenizados. A empresa também atuará na padronização técnica do ecossistema e permitirá que os membros da aliança utilizem serviços de oráculos para aplicações institucionais.
A GAKS já conta com parcerias estratégicas com a empresa de análise blockchain Chainalysis, a auditora de segurança CertiK e a provedora de remessas SentBe, formando uma estrutura focada em compliance, monitoramento e segurança.
Estratégia prioriza infraestrutura em meio à incerteza regulatória
A ampliação da aliança ocorre em um momento de indefinição regulatória na Coreia do Sul. As autoridades seguem divididas sobre quem deve ter autorização para emitir stablecoins lastreadas no won e quais órgãos devem exercer a supervisão do setor.
Diante desse cenário, a GAKS optou por uma abordagem centrada em infraestrutura, evitando deliberadamente o papel de emissora de stablecoins. A estratégia permite que as empresas envolvidas se preparem para um eventual marco regulatório sem assumir riscos diretos associados à emissão de ativos em um ambiente jurídico ainda indefinido.
A aliança foi lançada em novembro de 2025 como parte do esforço da Wemade para reestruturar sua estratégia em blockchain após enfrentar desafios operacionais e regulatórios nos últimos anos. Em 28 de novembro, a empresa informou que a GAKS daria suporte à StableNet, uma mainnet dedicada a stablecoins lastreadas em KRW, atuando como parceira tecnológica e de governança, mas não como emissora.
Dentro da estrutura do consórcio, a Chainalysis será responsável por monitoramento e detecção de ameaças, a CertiK por validação de nós e auditorias de segurança, e a SentBe pela infraestrutura regulada de remessas internacionais.
A entrada da Chainlink adiciona uma camada essencial de oráculos, permitindo fornecimento de dados de preços, verificação on-chain e outras funções críticas para sistemas financeiros digitais de padrão institucional.
“Por meio de uma colaboração próxima com a Chainlink, continuaremos a construir um ecossistema sólido de stablecoins em won”, afirmou Kim SukWhan, vice-presidente da Wemade.
Autoridades alertam para riscos macroeconômicos
O posicionamento cauteloso do setor também reflete os alertas feitos por autoridades monetárias. Durante o Asian Financial Forum, em Hong Kong, o presidente do Banco da Coreia, Lee Chang-yong, afirmou que stablecoins denominadas em won podem dificultar a gestão cambial e o controle de fluxos de capital.
O impasse regulatório persiste no Legislativo sul-coreano, onde parlamentares divergem sobre a possibilidade de apenas bancos emitirem stablecoins ou se entidades não bancárias poderiam operar sob supervisão regulatória específica.
Até a publicação desta reportagem, a Chainlink não havia respondido aos pedidos de comentário sobre seu papel futuro dentro da aliança.
Fonte: Cointelegraph; comunicados oficiais da Wemade e Chainlink.
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