Wall Street já está migrando para a blockchain — e investidores tradicionais ainda não perceberam, diz CIO da Bitwise
Tokenização se aproxima de US$ 20 bilhões e grandes bancos avançam em stablecoins enquanto mercado ainda subestima mudança estrutural
Os investidores tradicionais ainda não compreenderam a dimensão da transformação que a tecnologia cripto pode provocar nos mercados financeiros globais. A avaliação é de Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise Asset Management.
Em nota divulgada nesta semana, Hougan afirmou que há um descompasso entre o que realmente está acontecendo em Wall Street e a percepção predominante entre investidores tradicionais.
“Para onde quer que eu olhe, Wall Street está gritando que as finanças estão migrando para o on-chain. Não uma pequena parte — tudo”, escreveu. “Ainda assim, investidores tradicionais não conseguem ouvir.”
Segundo ele, muitos sofrem de “viés de ancoragem”, permanecendo presos à imagem inicial das criptomoedas como tecnologia marginal associada a nichos como cypherpunks e mercados obscuros.
Instituições avançam com apoio regulatório
Enquanto parte do mercado mantém ceticismo, grandes instituições financeiras vêm ampliando iniciativas envolvendo tokenização e stablecoins. O movimento ganhou força com o apoio regulatório nos Estados Unidos, especialmente após o lançamento do “Project Crypto” pela U.S. Securities and Exchange Commission, iniciativa anunciada em julho pelo presidente da autarquia, Paul Atkins, com o objetivo declarado de permitir que os mercados financeiros americanos avancem para infraestrutura on-chain.
De acordo com Hougan, o valor de ativos tokenizados em blockchains — incluindo títulos do Tesouro americano e commodities — já se aproxima de US$ 20 bilhões, mais que quadruplicando ao longo de 2025.
Ele destaca que, diante dos centenas de trilhões de dólares movimentados em ETFs, ações e títulos globais, o mercado de tokenização poderia crescer “10.000 vezes” e ainda teria espaço para expansão.
Gigantes financeiras entram no jogo
Entre os exemplos citados estão a BlackRock e a Apollo Global Management, que lançaram fundos tokenizados avaliados em bilhões de dólares.
Além disso, bancos como JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo estariam em discussões para desenvolver iniciativas envolvendo stablecoins.
Para Hougan, existe um “grande delta” entre o que o mercado acredita estar acontecendo no universo cripto e o que, de fato, já está sendo implementado pelas maiores instituições financeiras do mundo.
Oportunidade antes do consenso
Curiosamente, segundo o executivo, nem mesmo investidores cripto estariam captando totalmente essa mudança estrutural. Muitos teriam desenvolvido uma espécie de “síndrome do menino que gritava lobo”, após anos ouvindo promessas de adoção institucional que demoraram a se concretizar.
Na visão do CIO da Bitwise, essa assimetria de percepção cria uma oportunidade relevante.
Em vez de tentar prever vencedores isolados, ele defende a construção de exposição ampla ao setor enquanto o mercado ainda estaria precificando incorretamente a magnitude da migração das finanças tradicionais para a blockchain.
O movimento reforça uma tendência já visível: a tokenização e as stablecoins deixam de ser nicho experimental e passam a integrar estratégias formais de infraestrutura financeira global.
Fonte: Nota oficial da Bitwise Asset Management; declarações públicas de Matt Hougan; dados de mercado sobre tokenização em 2025.
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