Vitalik Buterin afirma que Ethereum resolveu o “trilema” das blockchains após 10 anos de desenvolvimento
Com PeerDAS já ativo na mainnet e zkEVMs avançando para uso em produção, cofundador do Ethereum diz que rede alcançou descentralização, consenso e alta escalabilidade com código real
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, afirmou que a rede finalmente resolveu um dos maiores desafios da indústria cripto: o chamado trilema das blockchains. A declaração foi feita em uma publicação na rede X no sábado, na qual Buterin destacou avanços técnicos já implementados e outros em estágio avançado de adoção.
Segundo ele, a combinação entre Peer Data Availability Sampling (PeerDAS) e as zkEVMs (Zero-Knowledge Ethereum Virtual Machines) transformou o Ethereum em “um tipo fundamentalmente novo e mais poderoso de rede descentralizada”.
“Agora, com o Ethereum usando PeerDAS (2025) e zkEVMs (com pequenas partes da rede utilizando em 2026), alcançamos descentralização, consenso e alta largura de banda. O trilema foi resolvido — não no papel, mas com código rodando ao vivo”, afirmou.
PeerDAS já está ativo na rede
O PeerDAS é uma melhoria de escalabilidade introduzida na atualização Fusaka, implementada em dezembro, que permite ao Ethereum lidar com volumes significativamente maiores de dados sem comprometer a descentralização. Esse mecanismo melhora a disponibilidade de dados ao permitir que os nós validem apenas amostras, em vez de todo o conjunto de informações.
Buterin destacou que essa parte da solução já está em operação na mainnet, enquanto as zkEVMs, embora ainda em fase inicial, já atingiram nível de desempenho compatível com uso em produção.
zkEVMs ainda exigem reforço em segurança
As zkEVMs são máquinas virtuais compatíveis tanto com provas de conhecimento zero quanto com a Ethereum Virtual Machine tradicional. Elas permitem validar blocos com maior eficiência, preservando privacidade e reduzindo custos computacionais.
Apesar dos avanços, Buterin classificou as zkEVMs como estando em estágio “alpha”, explicando que, embora o desempenho esteja pronto, ainda são necessários aprimoramentos significativos de segurança. Ele estima um prazo de até quatro anos para que essa tecnologia seja plenamente integrada ao funcionamento central da rede.
Roteiro técnico até 2030
O cofundador do Ethereum detalhou um cronograma ambicioso para os próximos anos:
2026: aumentos relevantes no limite de gas sem dependência direta de zkEVMs, impulsionados por BALs e ePBS, além das primeiras oportunidades reais de rodar nós zkEVM.
2026–2028: reprecificação de gas, mudanças na estrutura de estado e transferência do payload de execução para blobs, tornando limites mais altos seguros.
2027–2030: novos aumentos expressivos no limite de gas, com zkEVMs se tornando o principal método de validação de blocos.
Segundo Buterin, ao final desse processo, o esforço de longo prazo do Ethereum para equilibrar descentralização, segurança e escalabilidade estará completo.
Uma década para resolver o trilema
Buterin ressaltou que essa conquista não foi rápida. Ele lembrou que o trabalho para solucionar os problemas de disponibilidade de dados começou ainda em abril de 2017, e que foram necessários 10 anos de desenvolvimento contínuo para chegar ao estágio atual.
“Foi uma jornada de 10 anos, mas finalmente chegamos lá”, afirmou.
O trilema das blockchains descreve a dificuldade de construir uma rede que seja simultaneamente descentralizada, segura e escalável. Em geral, projetos acabam priorizando apenas dois desses pilares. O próprio Buterin citou o Bitcoin como exemplo de uma rede altamente descentralizada e segura, mas com limitações claras de escalabilidade.
Com os avanços recentes, o Ethereum busca se posicionar como a primeira grande blockchain a superar esse desafio de forma prática e operacional.
Fonte: Vitalik Buterin
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