🇧🇷 Tensão entre Brasil e EUA pode travar compra de criptomoedas com real, dizem especialistas
Escalada envolvendo Alexandre de Moraes e sanções Magnitsky acende alerta vermelho: brasileiros podem perder acesso a exchanges internacionais e ver o dólar disparar.
A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo após o governo norte-americano impor sanções Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O cenário, que já é grave politicamente, pode ter desdobramentos diretos para o bolso dos brasileiros — especialmente os que investem em criptomoedas.
Especialistas ouvidos pelo Diário Crypto alertam que, se o Brasil decidir desafiar as sanções e adotar uma postura de enfrentamento, o país pode entrar na mira de sanções secundárias. O impacto? Desde o travamento de operações bancárias internacionais até a restrição de brasileiros em exchanges globais como Binance, OKX, Kraken e outras.
❌ Bancos sob ataque = criptomoedas travadas?
Caso os principais bancos brasileiros — como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú — sejam afetados por medidas restritivas, as exchanges que dependem dessas instituições para intermediar depósitos e saques em reais podem ser diretamente impactadas.
“Se os EUA cortarem relações com bancos brasileiros, o sistema de pagamentos em dólar trava, e as corretoras perdem liquidez. O PIX pode até continuar funcionando, mas será inútil se não houver conversão com o mercado global”, afirma um analista do setor, sob condição de anonimato.
📵 Exchanges podem suspender contas de brasileiros
O cenário se assemelha ao que já ocorreu com países como Venezuela, Rússia e Irã. Usuários desses países passaram a enfrentar restrições em plataformas internacionais, mesmo sem terem relação com os conflitos locais.
“Corretoras que seguem normas de compliance dos EUA podem simplesmente banir brasileiros do KYC, congelar contas ou proibir novos cadastros, por medo de retaliações legais”, explica o advogado tributário Leonardo Barreto.
💰 Real desvalorizado e Bitcoin nas alturas
Outro efeito esperado é a desvalorização acelerada do real. A fuga de capital, aumento do risco-país e queda na confiança internacional podem fazer o dólar disparar para R$ 7, R$ 8 ou mais, tornando o Bitcoin e outras criptos proibitivos para a maioria da população.
“Se o dólar subir 30%, o preço do Bitcoin em real acompanha. Quem não se antecipar agora, pode não conseguir mais comprar nem frações no futuro próximo”, alerta Barreto.
🛡️ A única saída? Autocustódia e preparo
Para os investidores mais experientes, o momento é de reforçar a autocustódia, sair das exchanges centralizadas e diversificar em stablecoins e ativos fora do real. Wallets como Ledger, Trezor, BlueWallet e Sparrow voltaram a ganhar protagonismo.
Além disso, a negociação P2P (pessoa para pessoa) deve se tornar uma das poucas alternativas viáveis caso as corretoras brasileiras ou internacionais restrinjam saques e depósitos.
🔚 Conclusão
O brasileiro pode ser empurrado, mais uma vez, para o centro de uma crise criada no topo do poder. Se a escalada entre STF e EUA continuar, criptomoeda não será mais uma porta de entrada — e sim de saída para quem se preparou a tempo.
Enquanto Brasília assiste de camarote a deterioração das relações diplomáticas, o investidor comum precisa decidir: vai esperar o sistema quebrar ou vai proteger sua liberdade financeira agora?



