O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Nacional de Eletricidade (Sitrande) mantém uma vigília em frente ao Ministério da Economia e Finanças (MEF), no Paraguai, para reivindicar mais recursos para a estatal de energia ANDE, atualização salarial e fornecimento de materiais e equipamentos.
A mobilização começou na noite de segunda-feira (26), em meio às discussões sobre o Orçamento Geral da Nação. Uma reunião com representantes do Ministério da Economia estava prevista para esta terça-feira (27), às 16h.
Sindicato critica distribuição de recursos
O secretário-geral do Sitrande, Adolfo Villalba, criticou a distribuição dos recursos da ANDE e afirmou que os funcionários enfrentam dificuldades para obter materiais básicos e melhorias salariais, enquanto a estatal destina recursos a programas do governo.
Entre as principais reivindicações está a atualização do orçamento destinado aos salários dos funcionários, conhecido como rubrica 100. Segundo Villalba, o valor permanece sem atualização desde 2024, provocando defasagem nos rendimentos dos trabalhadores.
O sindicato também questiona o uso de recursos da ANDE para financiar programas governamentais, como o Hambre Cero, enquanto persistem problemas nas condições de trabalho.
Falta de equipamentos prejudica serviços
Além das reivindicações salariais, os trabalhadores cobram o fornecimento de materiais, a manutenção dos veículos da instituição e o reforço das equipes responsáveis por atender às solicitações da população.
Villalba afirmou que a falta de insumos compromete as atividades operacionais e criticou a ausência de um contrato para a reparação de caminhões da estatal.
Para o sindicato, a melhoria das condições de trabalho depende tanto de uma remuneração adequada quanto da disponibilidade de ferramentas e equipamentos para a execução dos serviços.
Trabalhadores com mais de 70 anos também são pauta
Outra reivindicação envolve eletricistas com 70 anos ou mais que continuam trabalhando por não preencherem os requisitos necessários para a aposentadoria, em razão do regime previdenciário aplicável no início de suas carreiras.
O Sitrande pede uma alternativa econômica que permita a esses profissionais deixarem suas funções e permanecerem em casa.
A entidade está em paralisação nacional desde segunda-feira, em protesto contra os cortes no orçamento institucional e o modelo de gestão dos recursos energéticos. O sindicato aguarda respostas do Ministério da Economia para as demandas apresentadas.
Fonte: ABC Color.



