O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou ao Senado uma prorrogação de 72 horas para preparar e apresentar sua defesa no processo de julgamento político em andamento no Congresso Nacional. O pedido foi encaminhado formalmente à presidência da Câmara Alta por meio de um comunicado nesta sexta-feira (6).
Peña estava convocado para comparecer à sessão plenária do Senado às 10h, em Assunção. Entretanto, o chefe do Executivo solicitou mais tempo para organizar sua manifestação e exercer plenamente o direito constitucional à defesa.
Segundo informações divulgadas pela imprensa paraguaia, o presidente considera insuficiente o intervalo inferior a 12 horas concedido inicialmente para preparar os argumentos diante das acusações apresentadas pelos deputados.
Pedido busca garantir o direito à ampla defesa
A solicitação ocorre após a Câmara dos Deputados aprovar a acusação contra Peña, dando continuidade ao procedimento constitucional de julgamento político.
Entre os questionamentos apresentados pelos parlamentares estão questões relacionadas ao caso ueno bank, possíveis conflitos de interesses, decisões administrativas e a gestão de recursos financeiros.
O presidente pretende contar com tempo adicional para estruturar sua defesa jurídica, reunir documentos e organizar os esclarecimentos necessários diante dos senadores.
Senado deverá analisar a solicitação
O pedido de prorrogação agora depende da avaliação da presidência do Senado e dos encaminhamentos definidos pela Câmara Alta, responsável por conduzir o julgamento.
A decisão terá impacto direto no calendário das próximas etapas do procedimento, que prevê a apresentação da defesa, a análise das provas e os argumentos finais antes da votação dos parlamentares.
Instituições paraguaias seguem no centro das decisões
O episódio representa mais um capítulo de um momento importante para a política paraguaia. A condução do processo exige atenção aos procedimentos constitucionais, ao direito de defesa e à atuação independente das instituições.
A definição sobre o prazo solicitado deverá orientar os próximos passos do Congresso, enquanto autoridades e cidadãos acompanham os desdobramentos políticos e econômicos relacionados ao caso.
O respeito ao devido processo legal será fundamental para garantir transparência, segurança jurídica e credibilidade institucional no Paraguai.



