Robinhood lança testnet pública de sua própria blockchain e acelera corrida pela tokenização de ativos
Nova layer-2 baseada em Arbitrum promete ativos financeiros 24/7, integração com DeFi e expansão da estratégia onchain da corretora
A Robinhood anunciou o lançamento da testnet pública da Robinhood Chain, sua nova rede layer-2 construída sobre a tecnologia Arbitrum, com o objetivo de levar ativos do mundo real e instrumentos digitais para o ambiente onchain.
De acordo com comunicado divulgado à imprensa, a testnet já está disponível para desenvolvedores e inclui pontos de acesso à rede, documentação técnica, compatibilidade com ferramentas padrão do ecossistema Ethereum e integrações iniciais com parceiros de infraestrutura.
A proposta da empresa é posicionar a nova blockchain como uma infraestrutura de “nível financeiro”, capaz de suportar negociações 24 horas por dia, sete dias por semana, bridging simplificado entre redes, autocustódia e produtos descentralizados, como plataformas de ativos tokenizados, mercados de crédito e exchanges de futuros perpétuos.
A mainnet está prevista para ser lançada ainda este ano. Entre os recursos esperados nos próximos meses estão ativos exclusivos de testnet — como tokens que simulam ações — e maior integração com a Robinhood Wallet.
Johann Kerbrat, vice-presidente sênior e gerente-geral de Cripto e Internacional da empresa, afirmou que a Robinhood busca construir “a rampa de acesso mais segura não apenas para a economia cripto, mas para todo o sistema financeiro”.
Segundo ele, ao incorporar velocidade e taxas próximas de zero à arquitetura da rede, a empresa poderá oferecer novos instrumentos financeiros que outras plataformas não conseguem estruturar com a mesma eficiência. Kerbrat também confirmou que empresas como Alchemy, Allium, LayerZero e TRM já estão desenvolvendo soluções na testnet, e destacou que não há planos, no momento, para o lançamento de um token nativo.
Estratégia de tokenização ganha força
O lançamento da Robinhood Chain marca uma mudança estratégica mais profunda: a empresa deixa de ser apenas uma corretora que oferece negociação de criptoativos e passa a operar sua própria infraestrutura blockchain.
A movimentação ocorre após a decisão da companhia de tokenizar cerca de 500 ações e ETFs dos Estados Unidos na rede Arbitrum, como parte de sua estratégia de expansão no segmento de ativos do mundo real (RWAs).
Kerbrat afirmou que o objetivo é “dissolver a barreira” entre o universo onchain e offchain, tornando a tecnologia invisível para o usuário final, como já ocorre com o produto de ações tokenizadas oferecido pela empresa na União Europeia.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla no mercado: grandes exchanges buscam controlar tanto a interface voltada ao usuário quanto a infraestrutura blockchain subjacente.
A Coinbase, por exemplo, além de operar uma plataforma regulada, desenvolve sua própria layer-2, a Base, e anunciou planos para avançar na oferta de ações tokenizadas. Já a Kraken segue estratégia semelhante, mantendo sua exchange global enquanto desenvolve a Ink, rede baseada em Optimism, também voltada à tokenização de ativos.
Histórico regulatório e desafios
Apesar da expansão, a Robinhood carrega um histórico de críticas regulatórias e questionamentos públicos, especialmente por interrupções operacionais durante períodos de forte volatilidade e pelo modelo de pagamento por fluxo de ordens no mercado de ações tradicional.
O CEO da empresa, Vlad Tenev, afirmou em janeiro que ações tokenizadas podem ajudar a evitar congelamentos de negociação, graças à liquidação em tempo real proporcionada pela tecnologia blockchain.
Com a Robinhood Chain, a empresa reforça sua aposta na tokenização como peça central do futuro da infraestrutura financeira, aproximando ainda mais o mercado tradicional do universo cripto.
Fonte: Cointelegraph, Robinhood, Arbitrum
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