RedStone leva oráculos de preço para a Stellar e amplia infraestrutura DeFi da rede
Novo feed inclui BTC, ETH, USDC, PYUSD e fundo tokenizado da Franklin Templeton
A provedora de oráculos RedStone anunciou o lançamento de sua infraestrutura de feeds de preço na rede Stellar, adicionando uma nova camada de dados para aplicações de finanças descentralizadas (DeFi) em um ecossistema historicamente voltado para pagamentos e transferências com stablecoins.
Com a integração, passam a estar disponíveis no mainnet da Stellar dados de preço para ativos como:
Bitcoin
Ether
USD Coin
PayPal USD
O pacote também inclui dados para o token BENJI, fundo monetário tokenizado da Franklin Templeton, ampliando o suporte a ativos do mundo real (RWAs) dentro da rede.
Segundo a RedStone, os feeds foram desenvolvidos para sustentar aplicações como mercados de empréstimo, exchanges descentralizadas (DEXs) e plataformas de tokenização de ativos reais que estejam sendo construídas na Stellar.
Infraestrutura DeFi ganha reforço
De acordo com a empresa, os oráculos utilizam um sistema de atualização baseado em desvios (deviation-based updates), além de verificações de “freshness” para garantir que os dados permaneçam atualizados e precisos para uso financeiro.
O cofundador da RedStone, Marcin Kazmierczak, afirmou que a Stellar já demonstrou força como blockchain voltada para atividades financeiras do mundo real, especialmente em pagamentos e stablecoins, mas carecia de infraestrutura robusta de oráculos para liberar aplicações mais sofisticadas.
A chegada da RedStone ocorre em um mercado dominado pela Chainlink, que concentra cerca de 64% do valor total assegurado, segundo dados da DefiLlama. Outras concorrentes incluem Chronicle, Pyth e a própria RedStone, com participação ainda menor.
Riscos expostos por exploit recente
O lançamento também acontece semanas após um ataque em protocolo DeFi na Stellar evidenciar riscos ligados a feeds de preço e avaliação de colateral.
Em 21 de fevereiro, invasores drenaram cerca de US$ 10 milhões de um pool de empréstimos administrado pela YieldBlox DAO, construído sobre o protocolo Blend, após manipular o preço do token USTRY usado como garantia.
Análise da empresa de segurança BlockSec apontou que o protocolo dependia de um mercado com liquidez extremamente baixa para definir o preço do ativo, o que permitiu inflar artificialmente o valor do colateral.
Segundo a RedStone, utilizar mercados onchain com volume reduzido para descoberta de preço pode expor pools de empréstimo a manipulação. A empresa afirma que seus feeds utilizam limites de desvio — normalmente entre 0,5% e 1% para stablecoins — além de atualizações mínimas diárias para mitigar riscos.
A integração reforça a tentativa da Stellar de expandir seu ecossistema além de pagamentos, aproximando-se de aplicações DeFi mais complexas e da tokenização de ativos do mundo real — segmento que vem atraindo cada vez mais atenção institucional.
Fonte:
RedStone; Cointelegraph; DefiLlama; BlockSec.
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