Queda do Bitcoin abaixo de US$ 70 mil divide veteranos e anima investidores institucionais
CEO da Bitwise afirma que grandes instituições veem correção como nova oportunidade de entrada no mercado
A recente queda do Bitcoin abaixo do patamar de US$ 70 mil está sendo interpretada de formas muito diferentes por investidores antigos e por instituições que entraram mais recentemente no mercado. A avaliação é de Hunter Horsley, CEO da gestora cripto Bitwise, em entrevista concedida à CNBC na sexta-feira.
Segundo Horsley, enquanto investidores de longo prazo demonstram incerteza diante da correção, o cenário abre espaço para que instituições tenham uma nova chance de entrada em níveis de preço que pareciam inalcançáveis até poucos meses atrás.
“Acho que os detentores de longo prazo estão inseguros, e o novo grupo de investidores — as instituições — está tendo uma nova oportunidade”, afirmou. “Eles estão vendo preços que achavam que tinham perdido para sempre.”
A leitura contrasta com projeções feitas recentemente. Em outubro, Geoff Kendrick, chefe de pesquisa em ativos digitais do Standard Chartered, afirmou que não esperava mais ver o Bitcoin abaixo dos US$ 100 mil.
Bitcoin acompanha movimento macro global
Horsley reconheceu que a queda ocorre em um momento atípico, especialmente diante dos avanços em clareza regulatória e do crescimento do interesse institucional. Ainda assim, ele avalia que o Bitcoin entrou em um mercado de baixa e está sendo afetado pelo cenário macroeconômico mais amplo.
“O Bitcoin está sendo levado junto com outros ativos macro, porque os investidores estão vendendo tudo que é líquido”, explicou. “Neste momento, ele está negociando como qualquer outro ativo líquido.”
Nos últimos 30 dias, o Bitcoin acumula queda de cerca de 22%, sendo negociado próximo de US$ 69.600, segundo dados do CoinMarketCap.
O movimento de correção não se restringe às criptomoedas. O ouro recuou mais de 11% desde sua máxima histórica atingida em janeiro, enquanto a prata já caiu quase 36% em relação ao topo recente, evidenciando um movimento amplo de redução de risco nos mercados globais.
Instituições seguem comprando, diz CEO da Bitwise
Apesar do ambiente negativo, Horsley afirmou que a demanda institucional por Bitcoin permanece forte. A Bitwise administra atualmente mais de US$ 15 bilhões em ativos institucionais e registrou mais de US$ 100 milhões em entradas em um único dia, quando o Bitcoin ainda era negociado em torno de US$ 77 mil.
“Há muito volume. Existem vendedores, mas também há compradores”, destacou.
O interesse do varejo também voltou a crescer. Dados do Google Trends mostram que as buscas globais pelo termo “Bitcoin” atingiram o nível máximo nos últimos 12 meses no início de fevereiro, justamente quando o preço caiu para a região dos US$ 60 mil, reacendendo a curiosidade do público geral.
No mesmo período, o ETF de Bitcoin da BlackRock (IBIT) voltou a registrar entradas líquidas relevantes, com US$ 231,6 milhões em aportes na sexta-feira, após dias de saídas expressivas, reforçando a leitura de que grandes players seguem aproveitando a correção.
O cenário atual sugere que, enquanto parte do mercado reage com cautela, instituições veem a queda como oportunidade estratégica, ampliando o contraste entre diferentes perfis de investidores neste novo estágio do ciclo do Bitcoin.
Fonte: CNBC; declarações de Hunter Horsley; CoinMarketCap; Google Trends; dados de ETFs
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