PwC amplia atuação em cripto após avanço regulatório nos EUA e aposta em stablecoins e tokenização
Mudança no comando de reguladores, avanço do GENIUS Act e maior previsibilidade jurídica levam gigante da auditoria a reforçar presença no ecossistema cripto
A PricewaterhouseCoopers decidiu ampliar de forma estratégica sua atuação no mercado de criptomoedas após mudanças relevantes no ambiente regulatório dos Estados Unidos. A avaliação foi feita pelo CEO da companhia, Paul Griggs, em entrevista ao Financial Times publicada no domingo.
Segundo Griggs, a combinação entre nova liderança em órgãos reguladores, como a Securities and Exchange Commission, e o avanço de propostas legislativas, como o GENIUS Act, criou um cenário mais previsível para o setor de ativos digitais — especialmente no segmento de stablecoins.
“O GENIUS Act e a regulamentação em torno das stablecoins devem gerar mais convicção para investir nesse produto e nessa classe de ativos”, afirmou Griggs. “A tokenização de ativos certamente continuará evoluindo, e a PwC precisa estar inserida nesse ecossistema.”
Ambiente regulatório mais amigável impulsiona mudança
A decisão da PwC reflete uma tendência mais ampla de reaproximação entre grandes instituições tradicionais e o mercado cripto, impulsionada por um ambiente regulatório mais claro nos EUA durante a atual administração do presidente Donald Trump.
De acordo com Griggs, o novo cenário reduz incertezas jurídicas e permite que empresas globais ampliem sua atuação sem o risco regulatório que, por anos, afastou grandes players do setor.
Gigante do “Big Four” reforça presença no setor
A PwC integra o grupo conhecido como Big Four, que reúne as quatro maiores empresas globais de auditoria e consultoria. Segundo dados divulgados pela própria companhia, a PwC registrou US$ 56,9 bilhões em receita global até outubro, consolidando sua posição como uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo.
Atualmente, a empresa oferece uma ampla gama de serviços relacionados a criptomoedas, incluindo auditoria, contabilidade, cibersegurança, gestão de carteiras digitais e consultoria regulatória. Entre seus clientes estão exchanges, instituições financeiras tradicionais em processo de entrada no setor cripto, além de governos, bancos centrais e formuladores de políticas públicas.
“Nunca vamos entrar em um negócio para o qual não estejamos preparados”, disse Griggs. “Nos últimos 10 a 12 meses, à medida que surgiram mais oportunidades no setor de ativos digitais, reforçamos nossos recursos internos e externos.”
Segundo ele, a PwC já atua tanto no campo de auditoria quanto no de consultoria cripto, e a demanda por esses serviços segue crescendo.
Todas as gigantes já estão no cripto
A PwC não está sozinha nesse movimento. As outras três integrantes do Big Four — Deloitte, Ernst & Young e KPMG — também passaram a oferecer serviços ligados a blockchain e criptomoedas.
A Deloitte, por exemplo, mantém uma área dedicada à estratégia blockchain e conta com parcerias com empresas como Ava Labs, Bitwave e Chainalysis. Já a Ernst & Young atua com estratégia e suporte tributário para criptoativos, enquanto a KPMG oferece auditorias, serviços de cibersegurança e consultoria especializada.
O avanço coordenado das maiores firmas de auditoria do mundo reforça a percepção de que o setor cripto entrou em uma nova fase: menos experimental e cada vez mais integrado ao sistema financeiro tradicional.
Fonte: Financial Times
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