Projeto cripto apoiado pela família Trump propõe staking obrigatório para votar e incentivos ao uso da stablecoin USD1
World Liberty Financial quer reforçar governança de longo prazo e ampliar adoção do USD1 em meio à disputa bilionária no mercado de stablecoins
A World Liberty Financial (WLFI), iniciativa cripto apoiada pela família do presidente Donald Trump, apresentou uma proposta para reformular seu sistema de governança e impulsionar o uso da stablecoin própria, a USD1.
A nova proposta prevê que, para participar de votações de governança, os detentores de tokens WLFI precisem realizar staking com bloqueio mínimo de 180 dias. Segundo o time do projeto, a medida busca garantir que o poder de voto esteja nas mãos de participantes alinhados ao protocolo no longo prazo — e não de especuladores de curto prazo.
Recompensa de 2% ao ano para participantes ativos
De acordo com o plano, usuários que realizarem staking e participarem de pelo menos duas votações durante o período de bloqueio receberão uma taxa anual (APR) de 2%. O peso do voto será determinado pela quantidade de tokens em staking e pelo tempo restante de bloqueio.
Tokens bloqueados continuarão aptos a votar normalmente dentro do sistema.
Para que a proposta seja validada, o projeto estabeleceu um quórum mínimo de 1 bilhão de tokens participando da votação, com maioria simples necessária para aprovação. Dados do CoinGecko indicam que há mais de 27 bilhões de tokens WLFI em circulação.
Incentivos para ampliar uso da USD1
Além do modelo de staking, a WLFI também quer acelerar a adoção da stablecoin USD1.
Usuários que realizarem staking terão acesso a benefícios adicionais relacionados ao uso da USD1. Depósitos da stablecoin na plataforma WLFI Markets poderão receber incentivos oferecidos pelo protocolo DeFi Dolomite, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.
O projeto também prevê vantagens para grandes detentores de tokens:
Nodes (mínimo de 10 milhões de WLFI) terão acesso a provedores que permitem conversão 1:1 de stablecoins como USDC e USDT para USD1, além de opção de conversão para moeda fiduciária (off-ramp).
Super Nodes (acima de 50 milhões de WLFI) também terão acesso a essas funcionalidades e, em etapa posterior, poderão participar de um modelo de compartilhamento de receitas.
Caso aprovada, a implementação ocorrerá em três fases:
Ativação do staking com recompensas e incentivos de depósito em USD1
Liberação da conversão 1:1 de stablecoins
Parcerias estratégicas e modelo de revenue share para Super Nodes
Disputa acirrada no mercado de stablecoins
A movimentação ocorre em um momento de forte expansão do setor. Segundo dados do DefiLlama, o mercado global de stablecoins ultrapassa US$ 309 bilhões.
A Tether lidera com o USDT, que possui capitalização superior a US$ 183 bilhões e cerca de 59% de dominância. A Circle, emissora do USDC, ocupa a segunda posição com aproximadamente US$ 75 bilhões.
A USD1, da World Liberty Financial, aparece como a quinta maior stablecoin do mercado, com capitalização de cerca de US$ 4,7 bilhões.
Estratégia política e institucional
A proposta reforça a estratégia do projeto apoiado pela família Trump de consolidar sua presença no mercado institucional e ampliar governança descentralizada com foco em alinhamento de longo prazo.
Ao exigir staking para votar e oferecer incentivos financeiros atrelados ao uso da stablecoin, a WLFI tenta criar um ecossistema mais fechado, com retenção de capital e maior engajamento da comunidade.
O movimento ocorre em meio a um cenário em que stablecoins ganham espaço como infraestrutura central das finanças on-chain — especialmente com o avanço regulatório favorável nos Estados Unidos.
Fonte: Proposta oficial da World Liberty Financial; dados do CoinGecko; dados do DefiLlama.
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