Plataforma da Stripe recebe aval preliminar para operar como banco nacional nos EUA
Bridge obtém aprovação condicional do OCC para custodiar ativos digitais e emitir stablecoins sob supervisão federal
A Bridge, plataforma de stablecoins pertencente à Stripe, anunciou que recebeu aprovação condicional para operar como banco nacional de trust sob a supervisão do Office of the Comptroller of the Currency (OCC).
Segundo comunicado divulgado na terça-feira, a autorização permitirá que a empresa ofereça custódia de ativos digitais, emita stablecoins e administre reservas, uma vez que a aprovação final seja concedida. O modelo colocará a operação sob supervisão federal direta.
A empresa afirmou que sua estrutura de compliance já está preparada para atender às exigências do chamado GENIUS Act — legislação sobre stablecoins sancionada em julho de 2025.
Movimento segue tendência do setor
A Bridge está entre várias empresas alinhadas ao setor cripto que buscam uma licença federal de trust bancário após a aprovação da nova lei.
O OCC já havia concedido aprovações condicionais a companhias como BitGo, Fidelity Digital Assets, Paxos, Circle e Ripple para conversões ou novas estruturas de trust nacional.
De acordo com registros do OCC, a Bridge solicitou o charter bancário em outubro e recebeu a aprovação condicional em 12 de fevereiro. A Stripe adquiriu a empresa em 2025 por US$ 1,1 bilhão para fortalecer sua estratégia em pagamentos com stablecoins.
Pressão do setor bancário
A iniciativa, porém, enfrenta resistência. A American Bankers Association (ABA) enviou carta ao OCC pedindo cautela na concessão de novos charters a empresas cripto.
A entidade argumenta que as regras definitivas do GENIUS Act ainda não estão totalmente claras e que a concessão acelerada de licenças poderia permitir que empresas contornassem parte da supervisão tradicional do sistema financeiro.
Debate sobre rendimentos e estrutura de mercado
Enquanto isso, legisladores no Senado continuam discutindo um projeto mais amplo para estruturar o mercado de ativos digitais nos EUA. Um dos pontos sensíveis envolve a remuneração (yield) associada a stablecoins, além de regras para ações tokenizadas e possíveis conflitos de interesse.
O caso da Bridge mostra que a corrida por legitimidade regulatória no setor de stablecoins está em ritmo acelerado — mas ainda cercada por disputas entre fintechs, reguladores e o sistema bancário tradicional.
Fonte: OCC; Bridge; American Bankers Association; Cointelegraph
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