A estatal Petróleos Paraguayos (Petropar) recebeu três propostas para adquirir equipamentos de laboratório destinados ao controle de qualidade de combustíveis de aviação. A compra ocorre enquanto a licitação para aquisição do próprio carburante, estimada em US$ 22,8 milhões, acumula 12 prorrogações e segue sem conclusão.
O processo de compra dos equipamentos, identificado pelo ID nº 484563, prevê seis instrumentos especializados para o Laboratório de Controle de Qualidade da planta de Villa Elisa, no Paraguai.
Três empresas apresentam propostas
Na abertura das ofertas, realizada na segunda-feira (26), a Innovación Analítica S.A. apresentou uma proposta de G. 3,24 bilhões. A Chaco Internacional S.A. ofertou G. 270,99 milhões, enquanto Hugo Félix Benítez Peralta apresentou uma proposta de G. 500,98 milhões.
O orçamento de referência para a aquisição é de aproximadamente G. 3,297 bilhões. Segundo a documentação do processo, todos os participantes apresentaram apólices de seguro como garantia de manutenção das propostas.
Entre os equipamentos previstos, o de maior valor é o determinador de estabilidade térmica a 260 °C, conhecido como JFTOT, estimado em G. 1,466 bilhão. Outro instrumento de destaque é o equipamento para determinar o ponto de congelamento e a viscosidade, com preço de referência de G. 1,107 bilhão.
O conjunto também inclui aparelhos para medir acidez total, ponto de fumaça, separação de água e condutividade elétrica, parâmetros necessários para verificar as especificações técnicas do combustível aeronáutico.
Licitação do combustível acumula 12 adiamentos
Enquanto avança na compra dos equipamentos de controle, a Petropar ainda não concluiu a licitação para adquirir os combustíveis que pretende comercializar. O processo, identificado pelo ID nº 484812, tem orçamento estimado em US$ 22,8 milhões e prevê volumes entre 7.060 e 21.420 metros cúbicos de combustível de aviação.
O edital contempla o Jet A-1, utilizado em aeronaves com motores a turbina, e a gasolina de aviação AvGas 100 LL. A nova data prevista para o recebimento das propostas é 27 de outubro, após 12 prorrogações.
A sequência dos procedimentos levanta questionamentos sobre o planejamento da estatal para entrar nesse segmento: a empresa busca adquirir instrumentos para verificar a qualidade do produto, mas a contratação para o fornecimento do próprio combustível continua pendente.



