Perdas com hacks e golpes cripto despencam 69% em fevereiro e atingem menor nível desde março de 2025
Relatório da PeckShield aponta US$ 26,5 milhões em prejuízos; mercado mais volátil e reforço em segurança ajudam a conter ataques
As perdas com hacks e golpes no mercado de criptomoedas somaram US$ 26,5 milhões em fevereiro, o menor volume mensal desde março de 2025. Os dados são da empresa de segurança em blockchain PeckShield, que monitora incidentes envolvendo protocolos, exchanges e carteiras digitais.
Ao todo, foram registrados 15 casos no mês. No entanto, apenas dois episódios concentraram a maior parte dos prejuízos.
O maior ataque ocorreu em 21 de fevereiro, quando a pool de empréstimos gerida por DAO da YieldBlox sofreu um roubo de aproximadamente US$ 10 milhões por meio de manipulação de preços. No mesmo dia, o protocolo de identidade descentralizada IoTeX foi alvo de exploração de chave privada, resultando em perdas estimadas em US$ 8,9 milhões.
Na comparação com janeiro, quando os prejuízos ultrapassaram US$ 86 milhões, a queda foi de 69,2% mês a mês.
Segundo porta-voz da PeckShield, o resultado de fevereiro não foi inflado por “mega-hacks”, como o ataque de US$ 1,5 bilhão sofrido pela Bybit em fevereiro de 2025. Além disso, a forte volatilidade do mercado teria provocado uma desaceleração nas atividades de exploração.
“A correção acentuada no início de fevereiro, com o Bitcoin abaixo de US$ 70 mil, deslocou o foco da indústria para desalavancagem institucional e vendas técnicas. Em períodos de alta volatilidade, a atenção tática costuma migrar de exploits em protocolos para a gestão de liquidez”, explicou o representante.
Segurança reforçada e capital mais seletivo
Para analistas, a queda também pode refletir avanços estruturais no setor.
Dominick John, da Kronos Research, avalia que controles de risco mais rígidos, padrões mais exigentes entre contrapartes e monitoramento em tempo real contribuíram para reduzir incidentes.
Segundo ele, o capital está mais seletivo e tende a privilegiar protocolos com estruturas de segurança maduras. A tendência de queda pode continuar ao longo do ano, à medida que auditorias, sistemas de monitoramento e frameworks institucionais evoluem.
John também destacou o papel crescente da inteligência artificial, que vem sendo usada em revisões automatizadas de código, detecção de anomalias e simulações de ataques antes do lançamento de contratos inteligentes.
“Os protocolos estão intensificando auditorias, verificação formal e monitoramento contínuo. Ao mesmo tempo, instituições estão elevando o padrão do que estão dispostas a financiar”, afirmou.
Phishing ainda é ameaça persistente
Apesar da queda geral nas perdas, o phishing segue como risco relevante no ecossistema.
Os prejuízos associados a ataques com “wallet drainers” caíram de US$ 494 milhões para US$ 83,85 milhões em 2025. Ainda assim, segundo a PeckShield, os criminosos têm migrado o foco do código para o comportamento humano.
“Em vez de tentar explorar contratos inteligentes, muitos agentes maliciosos estão mirando diretamente as pessoas”, afirmou o porta-voz.
A recomendação é que instituições e grandes detentores adotem soluções de armazenamento a frio com múltiplas assinaturas (multi-sig) e reforcem a proteção de carteiras e chaves privadas.
O movimento indica um amadurecimento gradual do setor, que, mesmo diante da volatilidade, começa a consolidar práticas mais robustas de segurança e gestão de risco.
Fonte: PeckShield; Cointelegraph; Kronos Research.
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