OKX integra sistema antifraude da Chainalysis para bloquear golpes antes da transferência de cripto
Parceria com Alterya marca mudança do setor: da análise pós-transação para prevenção em tempo real
A exchange OKX ampliou sua parceria com a empresa de análise blockchain Chainalysis ao integrar a plataforma Alterya, focada na detecção preventiva de fraudes. O objetivo é identificar destinos suspeitos antes que o usuário conclua a transferência de fundos.
A iniciativa sinaliza uma mudança estrutural no setor cripto: sair do modelo tradicional de monitoramento pós-transação para atuar antes que o golpe aconteça.
Foco no destinatário, não apenas no remetente
Ferramentas tradicionais de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro (AML) concentram-se principalmente no remetente — com processos de KYC (Know Your Customer) e análise de transações após o envio.
A Alterya adota abordagem diferente: analisa a infraestrutura de golpes em websites, redes sociais e aplicativos de mensagens, conectando esses sinais a identificadores financeiros como carteiras cripto e contas bancárias.
Integrada ao fluxo de saque da OKX, a ferramenta permite sinalizar ou até bloquear transferências para endereços associados a fraudes ativas, incluindo redes de “money mules” e operações coordenadas de golpe.
Aquisição estratégica de US$ 150 milhões
A Chainalysis adquiriu a Alterya no início do ano passado por cerca de US$ 150 milhões, ampliando sua atuação além do rastreamento on-chain para prevenção de fraudes em tempo real.
Antes da aquisição, a Alterya já colaborava com exchanges como Coinbase e Binance. Segundo a empresa, seus sistemas monitoram mais de US$ 23 bilhões em volume mensal de transações e evitaram aproximadamente US$ 300 milhões em perdas nos últimos 12 meses.
Golpes continuam em alta
Apesar do avanço das ferramentas de prevenção, os prejuízos permanecem expressivos. Dados recentes da Chainalysis estimam que cerca de US$ 17 bilhões foram perdidos em golpes relacionados a cripto em 2025.
Entre os esquemas mais comuns estão fraudes de impersonação — quando criminosos se passam por plataformas de investimento ou figuras confiáveis — e golpes conhecidos como “pig butchering”, nos quais a vítima é manipulada por semanas ou meses antes de realizar grandes transferências.
Empresas como TRM Labs e Elliptic também vêm ampliando soluções de monitoramento em tempo real, oferecendo scoring de risco para carteiras e integração direta com sistemas de pagamento e saque.
Recentemente, a TRM Labs firmou parceria com a Finray Technologies para fornecer alertas instantâneos de risco em múltiplas blockchains, evidenciando a crescente convergência entre compliance cripto e controles do sistema financeiro tradicional.
Nova fase da segurança cripto
A integração da Alterya pela OKX indica que o setor começa a tratar fraudes não apenas como questão de rastreamento posterior, mas como problema de prevenção ativa.
Em um ambiente onde bilhões ainda são perdidos anualmente, exchanges buscam reduzir responsabilidade reputacional e regulatória, adotando ferramentas que atuam antes que o dano seja irreversível.
O foco passa a ser claro: impedir o envio para carteiras suspeitas antes que o golpe se concretize.
Fonte: OKX; Chainalysis; dados públicos sobre mercado de fraudes cripto 2025.
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