A capital paraguaia registrou manifestações e momentos de tensão nesta quinta-feira (5), após uma sessão extraordinária do Congresso Nacional ser encerrada por falta de quórum. O encontro tinha como objetivo discutir a renúncia do presidente Santiago Peña e os desdobramentos do processo de julgamento político apresentado contra o chefe do Executivo.
A sessão foi interrompida depois que parlamentares deixaram o plenário, impedindo a continuidade das deliberações. Com isso, não houve uma decisão definitiva sobre a situação presidencial, e Santiago Peña permaneceu no cargo.
A decisão provocou mobilizações nas proximidades do Congresso Nacional e do Palácio de Governo, em Assunção. Entre os participantes estavam cidadãos, ex-funcionários e pessoas afetadas pela situação do ueno bank, que reivindicavam esclarecimentos e medidas para solucionar os impactos da crise financeira.
Durante os protestos, houve confrontos entre manifestantes e agentes da Polícia Nacional. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e veículos de dispersão de água para controlar a multidão. Também foram registrados relatos de feridos e detenções.
As manifestações ocorreram pelo segundo dia consecutivo, refletindo a preocupação de diferentes setores da sociedade com os acontecimentos políticos e financeiros que atingem o país.
Mesmo diante do cenário de tensão, a mobilização popular e o acompanhamento das decisões do Congresso colocam em evidência a importância das instituições democráticas e da transparência na condução dos assuntos públicos.
A situação política segue em desenvolvimento, enquanto a população acompanha os próximos passos do Legislativo e das autoridades responsáveis pela condução da crise.



