Mercado cripto em queda, mas sem colapsos: cofundador da Chainlink diz que atual ciclo é diferente dos anteriores
Para Sergey Nazarov, ausência de quebras institucionais e avanço acelerado da tokenização de ativos reais indicam maturidade inédita do setor
O cofundador da Chainlink, Sergey Nazarov, afirmou que a recente retração do mercado de criptomoedas não pode ser comparada aos ciclos de baixa anteriores. Segundo ele, apesar da forte queda nos preços, o setor atravessa um momento de amadurecimento estrutural, sem colapsos sistêmicos e com crescimento consistente da tokenização de ativos do mundo real (Real World Assets – RWA).
Em publicação na rede X, Nazarov destacou que ciclos de mercado são naturais, mas o mais relevante é o que eles revelam sobre o estágio de evolução da indústria. Desde o pico histórico registrado em outubro, quando o valor total do mercado cripto alcançou US$ 4,4 trilhões, a capitalização caiu cerca de 44%, com quase US$ 2 trilhões deixando o setor em apenas quatro meses.
Ainda assim, o executivo demonstrou tranquilidade diante do cenário atual. Para ele, dois fatores diferenciam este movimento de baixa dos anteriores. O primeiro é a ausência de falhas institucionais de grande porte, como as que marcaram o colapso da FTX e de plataformas de empréstimo cripto em 2022. Segundo Nazarov, desta vez não houve erros graves de gestão de risco nem efeitos sistêmicos relevantes, o que indica maior resiliência do ecossistema diante da volatilidade.
Tokenização de ativos reais avança apesar da queda nos preços
O segundo ponto destacado pelo cofundador da Chainlink é o crescimento acelerado da tokenização de ativos do mundo real e dos contratos perpétuos on-chain ligados a commodities tradicionais. Esses segmentos seguem avançando independentemente do desempenho dos preços das criptomoedas, o que reforça a ideia de que possuem valor próprio além da especulação.
Dados da plataforma RWA.xyz mostram que o valor on-chain de RWAs tokenizados cresceu cerca de 300% nos últimos 12 meses. Para Nazarov, isso demonstra que a digitalização de ativos reais em blockchain não está diretamente atrelada às oscilações do Bitcoin ou de outros criptoativos, mas atende a uma demanda estrutural por eficiência, transparência e liquidez.
Apesar desse avanço, o desempenho do token LINK não acompanhou a tendência. O ativo acumula queda de aproximadamente 67% desde o topo de outubro e está mais de 80% abaixo da máxima histórica registrada em 2021, sendo negociado abaixo de US$ 9 em meio ao atual mercado de baixa.
Infraestrutura e adoção institucional devem se intensificar
Nazarov também apontou que a combinação entre tokenização, mercados on-chain 24 horas por dia, uso de colateral em blockchain e dados em tempo real tende a impulsionar a adoção institucional. Com RWAs cada vez mais complexos sendo levados para a blockchain, a demanda por infraestrutura robusta e oráculos confiáveis deve crescer de forma significativa.
Na avaliação do executivo, se essa tendência se mantiver, o valor total dos ativos do mundo real tokenizados poderá superar o das criptomoedas tradicionais, mudando de forma profunda o foco e a natureza da indústria cripto nos próximos anos.
Analistas veem “bear market mais fraco da história do Bitcoin”
A leitura de Nazarov é compartilhada por analistas do banco Bernstein. Em relatório recente, o analista Gautam Chhugani classificou o momento atual como “o bear market mais fraco da história do Bitcoin”, afirmando que se trata mais de uma crise de confiança do que de uma falha estrutural.
Já Jeff Mei, diretor de operações da exchange BTSE, afirmou que a atual onda de vendas foi provocada principalmente por fatores externos ao mercado cripto, como temores em relação ao setor de inteligência artificial e mudanças na política monetária dos Estados Unidos.
Fonte: Cointelegraph, X (Sergey Nazarov), RWA.xyz
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