Grvt integra Aave e permite que traders ganhem rendimento sobre margem em perps
Nova funcionalidade busca aumentar eficiência de capital ao unir yield de lending com posições abertas em derivativos
A exchange descentralizada de futuros perpétuos Grvt anunciou a integração com o protocolo de lending Aave, permitindo que traders obtenham rendimento sobre colateral depositado como margem — sem precisar fechar suas posições em derivativos.
A proposta ataca um dos principais custos ocultos do mercado de perps: o capital parado.
Futuros perpétuos (perpetual futures) são derivativos cripto que acompanham o preço de um ativo e não possuem data de vencimento. Para operar, traders geralmente precisam depositar stablecoins como garantia, que ficam bloqueadas enquanto a posição permanece aberta.
Colateral produtivo
Segundo Hong Yea, CEO da Grvt, o modelo tradicional obriga o capital a cumprir apenas uma função por vez.
“Na maioria das plataformas, seu capital só pode fazer uma coisa de cada vez. Suas stablecoins ou estão rendendo juros ou estão disponíveis para trade, mas não ambos”, afirmou.
Com a integração, o colateral em USDT é tokenizado 1:1 e alocado nos pools de lending da Aave, passando a gerar rendimento variável conforme a demanda por empréstimos no protocolo.
Caso ocorra liquidação, o processo segue padrão semelhante ao uso tradicional de USDT como margem. Segundo a empresa, os recursos podem ser retirados da Aave em cerca de 10 minutos para atender resgates ou liquidações.
Derivativos impulsionam receitas no DeFi
O lançamento ocorre em um momento de forte geração de receita no setor de finanças descentralizadas. Dados da plataforma DefiLlama indicam que protocolos DeFi vêm superando US$ 1 bilhão em receita trimestral, com exchanges de derivativos contribuindo com parcela significativa desse volume.
Recentemente, volumes de perps descentralizados ultrapassaram US$ 1 trilhão em um único mês, evidenciando o apetite do mercado por alavancagem on-chain.
Eficiência de capital vira diferencial competitivo
A eficiência de capital se tornou um dos principais focos competitivos entre plataformas DeFi. Ao permitir que o mesmo capital sirva simultaneamente como margem ativa e fonte de rendimento, a Grvt busca reduzir o custo de oportunidade para traders ativos.
Segundo Yea, neste momento a Grvt não retém parte do rendimento gerado na Aave. Usuários poderão receber tanto os retornos do lending quanto participação nas taxas da plataforma.
O debate sobre sustentabilidade no DeFi também ganhou força recentemente. Michael Egorov, fundador da Curve, afirmou que protocolos descentralizados “não podem viver sem receitas reais fluindo”, defendendo que retornos sustentáveis precisam estar atrelados a atividade econômica genuína — e não apenas à emissão de tokens.
A integração entre Grvt e Aave sinaliza uma tendência clara: o DeFi caminha para modelos cada vez mais sofisticados de uso eficiente de capital, onde rendimento e trading deixam de ser estratégias mutuamente exclusivas.
Fonte: Grvt; Aave; DefiLlama; declarações públicas do setor DeFi.
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