Golpes de “address poisoning” causam prejuízos milionários e se intensificam no mercado cripto
Ataques exploram descuido ao copiar endereços e já somam perdas de dezenas de milhões de dólares, segundo empresas de segurança onchain.
Golpes conhecidos como “address poisoning” seguem em forte expansão no mercado de criptomoedas e já causaram perdas milionárias apenas nos primeiros meses de 2026. De acordo com a empresa de monitoramento Scam Sniffer, uma única vítima perdeu US$ 12,2 milhões em janeiro ao copiar inadvertidamente um endereço falso do próprio histórico de transações.
O caso se soma a um ataque semelhante registrado em dezembro, que resultou em prejuízo de aproximadamente US$ 50 milhões. O método é simples e eficaz: criminosos enviam pequenas quantias — conhecidas como “dust” — a partir de endereços que imitam visualmente os utilizados pela vítima. Quando o usuário copia o endereço errado, os fundos são enviados diretamente ao golpista.
Além do address poisoning, a Scam Sniffer alertou para um salto expressivo nos golpes de signature phishing, nos quais usuários são induzidos a assinar transações maliciosas, como autorizações ilimitadas de tokens. Em janeiro, esse tipo de ataque resultou em US$ 6,27 milhões em perdas, afetando 4.741 vítimas — um aumento de 207% em relação a dezembro. Apenas duas carteiras concentraram 65% de todas as perdas registradas nesse modelo de fraude.
Tendência persistente e cada vez mais sofisticada
Segundo a empresa de segurança Web3 Antivirus, o address poisoning é hoje uma das formas mais consistentes de perda de grandes volumes de criptoativos. A companhia relata que alguns dos maiores ataques monitorados variaram entre US$ 4 milhões e US$ 126 milhões, e que os episódios recentes indicam que a tendência está longe de desacelerar.
Os pesquisadores explicam que os golpistas geram endereços completos que coincidem nos primeiros e últimos caracteres com os endereços legítimos, alterando apenas a parte central — o suficiente para enganar usuários menos atentos.
Ataques de “dust” disparam no Ethereum
Analistas apontam que a atualização Fusaka, implementada na rede Ethereum em dezembro, pode ter contribuído para o aumento dos ataques ao reduzir o custo das transações. Dados da Coin Metrics indicam que atividades de “dust” envolvendo stablecoins já representam cerca de 11% de todas as transações no Ethereum e 26% dos endereços ativos em um dia médio.
A empresa analisou mais de 227 milhões de atualizações de saldo em carteiras de stablecoins entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 e constatou que 38% dessas movimentações foram inferiores a um centavo — um padrão compatível com milhões de carteiras recebendo depósitos mínimos usados em ataques de envenenamento de endereço.
Stablecoins e uso ilícito
A empresa de inteligência onchain Whitestream destacou ainda que a stablecoin descentralizada DAI tem sido cada vez mais utilizada por agentes ilícitos como uma espécie de “estacionamento” para fundos obtidos ilegalmente. Segundo o relatório, isso ocorre porque o protocolo não coopera com autoridades no congelamento de carteiras, o que teria relação direta com recentes ataques de address poisoning.
O avanço desses golpes reforça os alertas de segurança no uso de criptomoedas, especialmente em um ambiente onde pequenos descuidos podem resultar em perdas irreversíveis.
Fonte: Scam Sniffer, Coin Metrics, Whitestream
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