Geração Z aceita pagar encontro com cripto, mas uso ainda é limitado
Pesquisa aponta interesse crescente por ativos digitais no universo dos relacionamentos, mas barreiras práticas persistem
Uma pesquisa realizada em janeiro pela Pollfish, encomendada pela exchange OKX, revelou que jovens da Geração Z nos Estados Unidos demonstram abertura para usar criptomoedas em encontros românticos — embora a adoção prática ainda seja baixa.
Entre os 1.000 adultos entrevistados, 13% dos respondentes da Geração Z afirmaram já ter pago um encontro utilizando criptoativos. No entanto, muitos dos que nunca usaram moedas digitais nesse contexto apontaram a falta de meios diretos de pagamento como principal obstáculo.
O levantamento também mostrou que 31% dos jovens da Geração Z considerariam atraente receber criptomoeda como presente de Dia dos Namorados. Além disso, 76% disseram que educação financeira é uma característica desejável em um parceiro — sinal de que competência financeira pode pesar tanto quanto afinidades pessoais.
Apesar do interesse, apenas 29,5% dos entrevistados afirmaram possuir ou já ter possuído criptoativos, indicando que curiosidade não necessariamente se converte em uso cotidiano.
Conhecimento financeiro ganha relevância
Dois terços dos entrevistados disseram que educação financeira é valorizada no mercado de relacionamentos, com maior apoio entre Geração Z (76%) e Millennials (75%).
Entre 52% e 55% dos participantes consideraram que conhecimento sobre ativos digitais, como criptomoedas e carteiras digitais, pode tornar alguém mais atraente. No entanto, apenas 17% afirmaram que simplesmente possuir ativos digitais aumenta o apelo romântico — percentual que sobe para 30% entre Millennials e 28% entre a Geração Z.
Os dados sugerem que, para os mais jovens, a familiaridade com finanças digitais está se tornando parte de um pacote mais amplo de competência financeira, e não apenas um diferencial exótico.
Riscos e percepção mista
O ambiente de relacionamentos também tem sido palco de golpes envolvendo criptomoedas. Em 2024, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos alertou sobre o aumento de fraudes românticas relacionadas a criptoativos. Autoridades canadenses emitiram advertências semelhantes.
Em 2025, o avanço da inteligência artificial intensificou esse risco, com golpistas utilizando chatbots e deepfakes para manipular vítimas emocional e financeiramente.
Além disso, a percepção social ainda é dividida. Uma pesquisa conduzida pelo blog Date Psychology em 2024 apontou que mulheres classificaram o interesse por criptomoedas entre os hobbies masculinos menos atraentes.
O cenário revela um contraste: enquanto parte da Geração Z enxerga a criptoeconomia como sinal de modernidade e educação financeira, barreiras práticas e riscos reputacionais ainda limitam sua adoção no dia a dia — inclusive no universo dos relacionamentos.
Fonte: OKX, Pollfish, Federal Trade Commission (EUA), Date Psychology
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