Galaxy Digital autoriza recompra de até US$ 200 milhões em ações após forte queda do papel
Empresa de Mike Novogratz aposta em retorno de capital aos acionistas mesmo após prejuízo bilionário em 2025
A Galaxy Digital Inc. (GLXY) anunciou a aprovação de um programa de recompra de ações de até US$ 200 milhões, permitindo que a companhia readquira papéis ordinários Classe A ao longo dos próximos 12 meses. A decisão ocorre em meio à forte desvalorização das ações do setor cripto e poucos dias após a divulgação de resultados negativos em 2025.
Segundo comunicado da empresa, as recompras poderão ser realizadas tanto no mercado aberto quanto por meio de negociações privadas, inclusive utilizando planos automáticos sob a Regra 10b5-1, sempre respeitando as leis de valores mobiliários e as regras das bolsas. O programa não obriga a Galaxy a recomprar ações específicas e pode ser suspenso ou encerrado a qualquer momento.
O plano terá validade de um ano e, no caso de operações realizadas na Bolsa de Toronto, dependerá de aprovação regulatória dentro do modelo de normal course issuer bid. Já as recompras feitas na Nasdaq estarão limitadas a até 5% das ações em circulação no início do programa.
A Galaxy é listada tanto na Nasdaq quanto na Toronto Stock Exchange e atua em diversas frentes do mercado cripto, incluindo trading de ativos digitais, gestão de ativos, staking, custódia e infraestrutura de data centers. A companhia não informou quando as recompras devem começar nem quanto do valor autorizado pretende efetivamente utilizar.
Novogratz vê empresa em posição de força
O fundador e CEO da Galaxy, Mike Novogratz, afirmou que a empresa está “entrando em 2026 a partir de uma posição de força”, destacando que o balanço patrimonial e os investimentos em andamento oferecem flexibilidade para devolver capital aos acionistas quando a administração considera que o preço das ações está descontado.
O anúncio ocorre apenas três dias após a Galaxy reportar um prejuízo líquido de US$ 482 milhões no quarto trimestre de 2025 e uma perda total de US$ 241 milhões no ano, atribuídas principalmente à queda dos preços dos ativos digitais e a cerca de US$ 160 milhões em custos pontuais.
Após a divulgação do programa de recompra, as ações da Galaxy subiram cerca de 17% em 24 horas, embora ainda acumulem queda de aproximadamente 25% no mês, segundo dados do Yahoo Finance.
Queda generalizada afeta ações ligadas ao mercado cripto
A desvalorização recente da Galaxy reflete um movimento mais amplo de correção nas ações ligadas ao setor cripto. O Bitcoin caiu de patamares acima de US$ 97 mil em janeiro para mínimas próximas de US$ 60 mil, pressionando empresas do segmento.
As ações da Coinbase (COIN) recuaram cerca de 36% no último mês, enquanto a Circle Internet Group (CRCL) caiu aproximadamente 34% no mesmo período e 65% em seis meses. Já a Strategy (MSTR), maior detentora pública de Bitcoin, acumulou queda de 20% no mês e quase 68% em seis meses, após divulgar um prejuízo líquido de US$ 12,4 bilhões no quarto trimestre de 2025.
O setor de mineração também sofreu: a MARA Holdings (MARA) caiu cerca de 27% no mês e 52% em seis meses, enquanto a IREN Limited (IREN) registra queda de aproximadamente 8% no período mensal.
A recompra anunciada pela Galaxy sinaliza uma tentativa de restaurar confiança do mercado e sustentar o valor das ações em um momento de forte estresse para empresas cripto listadas em bolsa.
Fonte: Galaxy Digital; Yahoo Finance; Cointelegraph
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