Dificuldade do Bitcoin salta 15% após tempestades derrubarem mineradores nos EUA
Ajuste eleva segurança da rede, mas pressiona margens de mineração em meio a custos energéticos elevados
A dificuldade de mineração do Bitcoin registrou alta de aproximadamente 15% em 20 de fevereiro, alcançando 144,4 trilhões, segundo dados da CoinWarz. O movimento reverteu uma queda anterior de 11% — a maior desde a repressão à mineração na China em 2021.
A redução anterior ocorreu após uma forte queda no hash rate provocada por tempestades de inverno que atingiram diversas regiões dos Estados Unidos, afetando redes elétricas e forçando mineradores a desligarem suas operações temporariamente.
No fim de janeiro, a Foundry USA, maior pool de mineração em termos de hash rate, viu seu poder computacional cair de quase 400 exahashes por segundo (EH/s) para cerca de 198 EH/s, antes de se recuperar.
Hash rate reage e dificuldade sobe
O hash rate mede o poder total de computação que protege a rede do Bitcoin. Já a dificuldade é ajustada a cada 2.016 blocos — aproximadamente a cada duas semanas — para manter o intervalo médio de produção de blocos em torno de 10 minutos.
Com a retomada das operações nos EUA após a tempestade, o hash rate voltou a subir, o que levou ao recente ajuste positivo da dificuldade.
Embora o aumento fortaleça a segurança da rede do Bitcoin, ele também eleva o esforço computacional necessário para minerar novos blocos, comprimindo as margens de empresas que já enfrentam pressões de custo.
Mineradores monetizam paralisações
Apesar da interrupção causada pelas tempestades, parte dos mineradores norte-americanos conseguiu mitigar perdas participando de programas de resposta à demanda ou vendendo energia de volta à rede elétrica durante picos de preço.
A LM Funding America informou que, durante a Winter Storm Fern, redirecionou energia contratada para a rede, gerando em um único fim de semana mais de um quarto da receita trimestral típica proveniente de energia e curtailment.
A Canaan Inc., fabricante de equipamentos de mineração com operações nos EUA, também afirmou ter participado de programas de redução de consumo energético em regiões afetadas, ajudando no equilíbrio da demanda elétrica.
EUA consolidam liderança global
Desde o endurecimento das restrições à mineração na China em 2021, os Estados Unidos assumiram a liderança global no setor. Estados como Texas e Geórgia concentram grandes operações graças a ambiente regulatório mais favorável e infraestrutura energética robusta.
Dados do Cambridge Centre for Alternative Finance indicam que os EUA respondem por mais de um terço do hash rate global do Bitcoin, consolidando o país como principal polo de mineração no mundo.
O episódio recente mostra como fatores climáticos e energéticos impactam diretamente a dinâmica da rede — ao mesmo tempo em que evidenciam a crescente integração entre mineração de Bitcoin e mercados de energia.
Fonte: Cointelegraph
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