📰 Diário Crypto — 2 de fevereiro de 2026
Liquidez sob estresse, Brasil em compasso de espera e Paraguai avançando na integração global
O início de fevereiro traz um mercado global visivelmente mais tenso. O sentimento predominante é de cautela, com ajustes simultâneos em diversos ativos e um pano de fundo marcado por incertezas geopolíticas, políticas monetárias ainda restritivas e um ambiente de liquidez mais frágil. O que se observa não é um choque isolado, mas um processo de realocação forçada de risco, tanto nos mercados tradicionais quanto no universo cripto.
No centro desse movimento está a percepção de que, no curto prazo, preços estão sendo definidos mais por fluxos compulsórios do que por fundamentos clássicos. Esse tipo de ambiente costuma gerar movimentos erráticos, falsas recuperações e aumento da volatilidade, exigindo uma leitura mais fria e disciplinada do mercado.
🌍 Cenário Global e Criptoativos
O mercado de criptoativos iniciou a semana sob forte pressão. O Bitcoin registrou uma sequência prolongada de fechamentos mensais negativos, algo que historicamente coincide com períodos de deterioração profunda do sentimento. As liquidações acumuladas nos últimos dias ultrapassaram bilhões de dólares, evidenciando um processo de desalavancagem desordenada.
Esse movimento expôs um ponto crucial: estratégias tradicionais de “comprar a queda” falharam em um ambiente em que até ativos considerados proteção também sofreram vendas. Ouro e prata, por exemplo, passaram por correções relevantes, mostrando que a busca por liquidez imediata se sobrepôs à lógica de diversificação.
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu estruturas importantes e agora enfrenta resistências em regiões que antes atuavam como suporte. Indicadores de momentum seguem pressionados, sugerindo que o processo de ajuste pode não ter terminado. Em cenários assim, o mercado tende a buscar níveis históricos de equilíbrio, onde compradores de longo prazo costumam reaparecer.
O fator determinante no curto prazo não é antecipar o fundo, mas identificar quando a pressão vendedora começa, de fato, a perder força. Até lá, a preservação de capital se impõe como prioridade.
📊 Indicadores-Chave do Dia (Comparativo)
🇧🇷 Seção Brasil — Estabilidade frágil em ano pré-eleitoral
O mercado financeiro brasileiro inicia fevereiro com sinais mistos. Por um lado, a inflação projetada para 2026 caiu abaixo de 4%, marcando a primeira vez em que as expectativas se posicionam formalmente abaixo da meta. Esse dado reforça a percepção de que o ciclo de aperto monetário produziu efeitos relevantes.
Por outro lado, o Banco Central optou por manter a taxa Selic em 15%, citando incertezas globais e riscos externos. A decisão reflete cautela: embora haja espaço técnico para cortes ao longo do ano, o cenário político adiciona um prêmio de risco significativo.
Com eleições presidenciais no horizonte, cresce a preocupação com possíveis pressões fiscais e tentativas de interferência institucional. Projeções de aumento da dívida pública no médio prazo mantêm investidores defensivos, especialmente no mercado de renda variável. O Ibovespa até iniciou o dia em leve alta, mas segue sensível a movimentos externos e ao comportamento das commodities.
No campo corporativo, operações estratégicas e investimentos estrangeiros continuam ocorrendo, sinalizando que o Brasil segue relevante no radar global. Ainda assim, o pano de fundo político tende a amplificar a volatilidade ao longo de 2026.
Resumo Brasil: inflação mais controlada abre espaço para alívio monetário, mas o risco político limita o entusiasmo. O crescimento projetado permanece modesto e dependente de estabilidade institucional.
🇵🇾 Seção Paraguai — Crescimento sustentado e integração internacional
O Paraguai segue se destacando por sua consistência macroeconômica. As projeções para 2026 indicam crescimento do Produto Interno Bruto de 4,2%, com inflação em torno de 3,5%, níveis compatíveis com um ambiente de estabilidade e previsibilidade.
A recente redução da taxa básica de juros para 5,75% reforça a estratégia de estímulo ao crédito e ao investimento, sem comprometer o controle inflacionário. Diferentemente de economias maiores, o país se beneficia de uma relação mais saudável entre reservas internacionais e dívida externa, o que reduz vulnerabilidades externas.
Um dos movimentos mais relevantes é a modernização do mercado de capitais, com a integração da bolsa paraguaia a sistemas globais a partir de 2026. Essa conexão amplia a visibilidade internacional, aumenta a liquidez e cria novas oportunidades para investidores institucionais.
No campo estrutural, reformas em previdência e governança financeira fortalecem a credibilidade do sistema. A assinatura de acordos comerciais e a maior inserção no comércio internacional também contribuem para diversificação econômica.
Resumo Paraguai: crescimento acima da média regional, inflação controlada e avanços institucionais colocam o país em posição estratégica para atrair capital no médio e longo prazo.
🔍 Conclusão
O contraste entre Brasil e Paraguai fica cada vez mais evidente. Enquanto o Brasil enfrenta um ano de transição política, com ganhos macroeconômicos limitados por incertezas institucionais, o Paraguai avança com estabilidade, reformas e integração global.
No mercado cripto, o momento exige disciplina. Em fases de desalavancagem forçada, sobreviver é mais importante do que tentar prever o próximo grande movimento. O foco deve estar em qualidade, estrutura e gestão de risco, aguardando sinais claros de exaustão da pressão vendedora.
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