📊 Diário Crypto — 18 de Fevereiro de 2026
Bitcoin entra em zona histórica de pressão enquanto Brasil reabre e Paraguai mantém estabilidade cambial
O mercado cripto acorda em modo de espera.
Bitcoin recua levemente, altcoins operam sem direção clara e a maior parte da ação está concentrada em micro-narrativas específicas, onde novos incentivos e atualizações de plataformas ainda geram fluxos pontuais de capital.
Mas, por trás do ruído, um dado on-chain chama atenção: um dos principais indicadores de pressão estrutural atingiu uma zona que historicamente antecede formações de fundo.
🧠 Bitcoin pode estar construindo um piso estrutural?
Um dos indicadores mais relevantes para avaliar o estágio do ciclo não é o preço — é a pressão.
A linha de tendência do total de oferta de Bitcoin em lucro, quando projetada desde 2015, está novamente próxima do limite inferior de sua faixa histórica de longo prazo.
Esse nível não representa um “botão mágico de fundo”, mas sim uma zona de fadiga vendedora.
Historicamente, quando essa métrica atinge essa região:
Grande parte dos vendedores já realizou prejuízo ou lucro
A urgência de venda diminui
O mercado entra em consolidação
E, posteriormente, tende a iniciar movimento de alta
Em ciclos anteriores:
Em 2020, o período de consolidação durou cerca de um mês antes da retomada.
Em 2015, a lateralização persistiu por quase três meses antes da reversão.
Isso ajuda a calibrar expectativas:
Podemos estar formando um piso — mas isso não significa recuperação imediata.
Atualmente, o Bitcoin orbita a região de 67 mil dólares, operando como se estivesse “segurando a respiração”.
🌎 Macro global: capital rotacionando e incerteza geopolítica
O comportamento não é isolado ao mercado cripto.
Próximo à abertura dos mercados norte-americanos, tem sido observada pressão vendedora recorrente, sugerindo influência de fluxos institucionais na liquidez do Bitcoin.
Ao mesmo tempo:
Há narrativa crescente de rotação de capital para mercados emergentes
Fluxos em ETFs de emergentes vêm se estendendo por várias semanas
Investidores reavaliam exposição a crescimento nos Estados Unidos
No campo geopolítico, as negociações entre Estados Unidos e Irã em Genebra produziram apenas um entendimento preliminar, sem acordo definitivo.
Esse tipo de manchete:
Não gera pânico imediato
Mas mantém o apetite a risco contido
Favorece consolidação ao invés de movimentos explosivos
O ambiente atual é típico de construção de base — não de corrida.
💎 Micro-arenas: guerra por liquidez entre criadores e traders
Enquanto os grandes ativos “derivam”, a verdadeira atividade acontece em nichos específicos.
Na rede Solana, plataformas continuam disputando atenção e capital.
Um exemplo recente é a mudança de incentivos na Pump.fun com o lançamento das chamadas “Cashback Coins”, redirecionando parte das recompensas dos criadores para os traders.
Isso sinaliza uma mudança importante:
Traders querem incentivos imediatos
Criadores querem distribuição e visibilidade
Plataformas precisam equilibrar ambos sem comprometer sustentabilidade
Os movimentos iniciais após lançamentos de features têm sido fortes — porém rápidos em perder fôlego.
O mercado está reagindo a novidades no curto prazo, mas ainda não precifica valor estrutural de longo prazo.
💭 Estratégia no cenário atual
O regime atual lembra ambiente de fluxo típico de mercado lateral ou de baixa:
Narrativas dominam
Fundamentos demoram a ser precificados
Liquidez é seletiva
Muitos participantes mantêm entre 35% e 40% em caixa, alocando gradualmente e evitando exposição excessiva a movimentos puramente especulativos.
O indicador de oferta em lucro sugere zona historicamente associada à exaustão de vendedores.
Mas o mercado ainda exige paciência.
🇧🇷 Seção Brasil — Reabertura com cautela e bull market estrutural
O mercado brasileiro retoma hoje o pregão após o feriado prolongado de Carnaval, com sessão reduzida (13h às 18h) e liquidez mais baixa.
📈 Ibovespa
Fechamento em 13/02: 186.464 pontos (-0,69%)
Correção técnica após máximas próximas de 190 mil pontos
Pressão de Vale e bancos
Movimento de realização pré-feriado
Apesar do ajuste pontual, o índice acumula aproximadamente +16% no ano, caracterizando bull market estrutural em 2026.
💵 Dólar
Faixa recente: R$ 5,22 – R$ 5,23
Influência externa e fluxo cambial misto
📌 Agenda relevante hoje
Boletim Focus
Dados econômicos dos Estados Unidos
Ata do Federal Reserve
O mercado brasileiro segue sensível ao cenário internacional, especialmente à política monetária norte-americana.
Suportes técnicos relevantes situam-se na região de 180 a 183 mil pontos, com resistência entre 187 e 190 mil.
Tendência estrutural permanece positiva, embora volatilidade de curto prazo persista.
🇵🇾 Seção Paraguai — Guarani forte e estabilidade macro
O foco do mercado paraguaio permanece no câmbio.
💱 Dólar (USD/PYG)
Faixa recente: G. 6.487 – G. 6.532
Queda de aproximadamente 2% apenas em fevereiro
Valorização de 17% a 18% em 12 meses
A força do guarani é impulsionada pelo influxo sazonal de dólares provenientes da safra recorde de soja.
📊 Expectativas econômicas (BCP)
PIB 2026: +4,2%
Inflação: 3,5%
Taxa de política monetária: tendência de leve queda ao longo do ano
Projeção de dólar fim de 2026: G. 6.875
O Paraguai mantém posição de destaque na América Latina:
Crescimento consistente
Inflação ancorada
Política monetária crível
Baixa volatilidade cambial
Comparativamente, apresenta maior estabilidade que o Brasil no eixo cambial e inflacionário.
🔎 Conclusão
O Bitcoin está em uma zona historicamente associada à exaustão de pressão vendedora.
Isso não garante fundo imediato, mas torna o cenário atual mais compatível com construção de base do que com queda estrutural.
Brasil segue em bull market, porém dependente do exterior.
Paraguai destaca-se pela estabilidade cambial e crescimento consistente.
O cenário base para 2026 permanece positivo — mas exige disciplina, paciência e leitura de fluxo.
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