📰 Diário Crypto — 16 de janeiro de 2026
Bitcoin preso na faixa crítica enquanto capitais giram, e América do Sul mostra dois caminhos distintos
Hoje, 16 de janeiro de 2026, o mercado de criptoativos segue marcado por um ambiente técnico exigente, com o Bitcoin travado em uma zona de consolidação que testa a paciência dos investidores, enquanto o capital começa a migrar seletivamente para ativos, redes e mercados que demonstram uso real, liquidez e tração estrutural.
Ao mesmo tempo, na América do Sul, Brasil e Paraguai apresentam movimentos quase opostos, mas complementares: o Brasil vive um pico histórico impulsionado por commodities e expectativas políticas, enquanto o Paraguai avança silenciosamente em sua integração ao sistema financeiro global.
🌍 O Cenário Global Cripto: Bitcoin sem tendência, mercado em rotação
O Bitcoin permanece preso entre a região de suporte dos US$ 93.000–94.000 e a zona de resistência entre US$ 98.000 e US$ 100.000. Esse tipo de mercado lateral cria um ambiente hostil para operações apressadas, pois liquida posições compradas e vendidas repetidamente, sem definir uma direção clara.
Tecnicamente, a estrutura é clara:
A perda consistente da região de US$ 94.000 abriria espaço para uma deterioração mais forte da estrutura de alta.
Já um rompimento e sustentação acima de US$ 100.000 liberaria caminho para patamares mais elevados, com projeções em torno de US$ 107.000.
A região entre US$ 98.000 e US$ 99.000 concentra pressão vendedora relevante, especialmente próxima ao custo médio dos holders de curto prazo.
Do lado da oferta, há um sinal importante: a distribuição de Bitcoin por holders de longo prazo desacelerou, e os fluxos líquidos de saída diminuíram, indicando que o mercado está conseguindo absorver melhor a oferta disponível. Isso reduz a pressão estrutural de venda, mesmo em um cenário sem tendência definida.
Quando o Bitcoin não anda, o mercado faz o que sempre faz: procura eficiência em outros lugares.
🔄 Derivativos, Fluxos e a Separação Natural do Mercado
Com o Bitcoin lateralizado, ocorre uma separação clara entre ativos que são apenas “tradáveis” e aqueles que realmente atraem fluxo de capital real.
Nesse contexto:
A expansão de contratos futuros em grandes bolsas tradicionais amplia as possibilidades de hedge, alavancagem e rotação de capital.
Mais produtos derivativos significam mais liquidez, mas também mais ruído. Nem todo ativo listado passa a receber fluxo estrutural automaticamente.
Por isso, em ambientes como o atual, o mercado tende a premiar:
Redes com crescimento mensurável de atividade.
Aumento consistente de stablecoins em circulação.
Casos reais de uso econômico, como tokenização e ativos do mundo real.
Enquanto o Bitcoin testa níveis, o capital começa a girar para onde há sinais claros de utilização e tração.
🇧🇷 Brasil — Euforia cautelosa e novo recorde histórico
O Ibovespa ultrapassou os 165.000 pontos, atingindo um novo recorde histórico e refletindo um ambiente de otimismo moderado.
🔹 Bolsa e Commodities
Vale e Petrobras foram os principais vetores do movimento, apoiados pela recuperação do minério de ferro e pela resiliência do petróleo no mercado internacional.
O papel de Petrobras apresentou forte volatilidade intradiária, favorecendo estratégias de curto prazo.
Dados do IBGE mostraram alta de 1,0% nas vendas do varejo, superando expectativas e indicando que o consumo segue resiliente, mesmo com juros elevados.
🔹 Política monetária e câmbio
A taxa Selic permanece em 15% ao ano, um patamar claramente restritivo.
Com a inflação de 2025 encerrada dentro da meta, cresce a expectativa por cortes graduais ainda no primeiro semestre de 2026.
O dólar oscilou entre R$ 5,36 e R$ 5,40, com fortalecimento recente do real após redução do prêmio de risco e ações regulatórias do Banco Central.
O Brasil vive um momento de força aparente, mas ainda condicionado à disciplina fiscal e à estabilidade política nos próximos meses.
🇵🇾 Paraguai — Integração global e estabilidade estrutural
Enquanto o Brasil celebra recordes, o Paraguai avança em silêncio, consolidando-se como um dos mercados mais estáveis e promissores da região.
🔹 Paraguai conectado à Nasdaq
Desde 12 de janeiro, a Bolsa de Valores de Assunção passou a operar oficialmente sobre a infraestrutura tecnológica da Nasdaq.
Esse movimento eleva os padrões de:
Transparência
Velocidade operacional
Conectividade com investidores institucionais globais
Na prática, o mercado paraguaio passa a ser acessível por fundos internacionais usando a mesma tecnologia empregada nos principais centros financeiros do mundo.
🔹 Reformas e infraestrutura
O governo avança nas discussões sobre a reforma da Caja Fiscal, buscando sustentabilidade previdenciária de longo prazo.
A Rota Bioceânica, com destaque para a nova ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, promete reduzir em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias da Ásia para o Mercosul, redesenhando o eixo logístico regional.
Com crescimento projetado de 4,2% em 2026, inflação controlada e moeda estável, o Paraguai segue se posicionando como um polo de previsibilidade em um mundo cada vez mais instável.
📊 Comparativo de Mercado — Brasil x Paraguai
IndicadorBrasilParaguaiÍndice PrincipalIbovespa (~165.600 pts)BVA (infraestrutura Nasdaq)PIB (tendência)~2%~4,2%MoedaReal (volátil)Guaraní (estável)Risco-chaveFiscal e políticoDependência do agronegócio
Nota de análise: A assinatura formal do acordo União Europeia–Mercosul, prevista para 17 de janeiro, em território paraguaio, pode destravar bilhões em investimentos, reduzir tarifas e fortalecer cadeias de exportação brasileiras e paraguaias.
🔚 Conclusão
O dia mostra um contraste claro:
No cripto, o mercado exige paciência, leitura de fluxo e disciplina, enquanto o Bitcoin define seu próximo grande movimento.
Na América do Sul, o Brasil vive o pico da euforia cautelosa, enquanto o Paraguai constrói bases estruturais para crescimento sustentado.
Em ambos os casos, o recado é o mesmo: não é o ruído que importa, mas a estrutura por trás dos movimentos.
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