🗞️ Diário Crypto — 14 de janeiro de 2026
Bitcoin rompe resistência com força do mercado à vista enquanto o Brasil reage às commodities e o Paraguai avança na integração global
O mercado de criptoativos iniciou esta quarta-feira com um sinal técnico relevante: o Bitcoin finalmente deixou para trás semanas de lateralização e rompeu uma zona-chave de resistência diária. Diferentemente de movimentos anteriores, este avanço ocorreu com liderança do mercado à vista, redução expressiva de alavancagem e forte entrada institucional, criando uma configuração mais sólida e estrutural para a continuidade da tendência.
🔍 Bitcoin: rompimento limpo, menos euforia e mais qualidade
Após semanas se comportando como um ativo de baixa volatilidade, o Bitcoin voltou a apresentar dinâmica direcional clara. O preço fechou acima de uma resistência diária relevante e recuperou a média móvel de cinquenta dias, sinalizando retorno ao modo de tendência. O movimento também respeitou a estrutura ascendente construída nos últimos meses, reforçando a leitura técnica.
O aspecto mais importante deste rompimento foi sua natureza: a alta foi impulsionada principalmente por compras no mercado à vista, enquanto o mercado de derivativos passou por um processo de limpeza. A alavancagem excessiva foi removida de forma abrupta, com cerca de cento e vinte e nove mil traders liquidados em vinte e quatro horas, somando aproximadamente seiscentos e noventa e cinco milhões de dólares, concentrados majoritariamente em posições vendidas. O interesse aberto, em vez de subir, caiu de forma significativa, o que historicamente indica reset saudável do mercado.
Do lado da oferta, a pressão vendedora de investidores de longo prazo vem diminuindo. Dados on-chain mostram desaceleração na distribuição desses detentores, com redução do ritmo de realização de lucros e absorção gradual da oferta antiga pelo mercado. Isso não elimina correções, mas reduz o risco de grandes ondas de venda acima dos preços atuais.
🏦 Instituições voltam ao jogo
Outro ponto central do dia foi o retorno expressivo dos fluxos institucionais. Os fundos negociados em bolsa de Bitcoin registraram entradas próximas a setecentos e cinquenta milhões de dólares em um único pregão, reforçando que a demanda institucional voltou a se posicionar de forma ativa.
Indicadores de momentum também confirmam essa leitura: o índice de força relativa semanal realizou cruzamento positivo e voltou a se sustentar acima de níveis historicamente associados à continuidade de ciclos de alta. Ainda assim, o ativo segue enfrentando resistências importantes à frente, como médias de prazo mais longo e antigas zonas de oferta.
No horizonte de curto prazo, o mercado convive com catalisadores de volatilidade relevantes, incluindo decisões judiciais nos Estados Unidos relacionadas a tarifas, discussões regulatórias e ruídos geopolíticos. A leitura predominante aponta para um caminho de menor resistência para cima, mas com testes rápidos e movimentos bruscos. A região próxima a cem mil dólares surge como um ponto natural de decisão, onde a gestão de risco e o rebalanceamento de portfólio ganham importância.
🔗 Além do Bitcoin: foco em uso real
Enquanto o Bitcoin define o tom do mercado, narrativas com tração concreta começam a ganhar destaque. Um exemplo é o avanço de soluções focadas em experiência do usuário e execução eficiente no ecossistema de finanças descentralizadas. A lógica de “declarar o resultado desejado e deixar o sistema executar” vem ganhando espaço, reduzindo fricções como pontes complexas, múltiplas taxas e rotas pouco eficientes.
Esse tipo de infraestrutura se destaca justamente em ambientes onde o capital volta a ser mais seletivo. Em ciclos sustentáveis, o mercado tende a premiar projetos com uso mensurável, volume consistente e capacidade de manter atividade mesmo durante períodos de volatilidade.
🇧🇷 Brasil — Recuperação moderada com riscos no radar
O mercado financeiro brasileiro apresenta recuperação moderada nesta quarta-feira, após duas sessões negativas. O Ibovespa avança entre meio e quase um por cento, voltando à região dos cento e sessenta e três mil pontos, sustentado principalmente por ações de peso como Petrobras e Vale. O petróleo reage a tensões geopolíticas no Oriente Médio, enquanto a mineração resiste mesmo diante de alguma fraqueza nos metais ferrosos.
O dólar oscila na faixa de cinco reais e trinta e sete a cinco reais e trinta e oito centavos, refletindo cautela com o cenário político doméstico e dados econômicos dos Estados Unidos. As expectativas para a taxa Selic seguem apontando cortes graduais ao longo de 2026, com projeção de encerramento do ano em torno de doze vírgula vinte e cinco por cento, enquanto a inflação esperada recuou para pouco acima de quatro por cento.
No campo institucional, investigações envolvendo o Banco Master chamam atenção para riscos no setor financeiro, com potencial impacto sobre a confiança em instituições menores e maior escrutínio regulatório. Ao mesmo tempo, o movimento de empresas brasileiras em direção a ofertas públicas no exterior, como no setor de fintechs, sinaliza amadurecimento do mercado de capitais.
O pano de fundo segue sendo de cautela: crescimento econômico revisado para baixo, inflação ainda acima da meta e um ano politicamente sensível, fatores que mantêm a volatilidade elevada e exigem postura defensiva dos investidores.
🇵🇾 Paraguai — Integração global e melhora estrutural
O Paraguai vive um momento de maior visibilidade internacional. A bolsa local passou a operar sobre a plataforma tecnológica da Nasdaq, elevando padrões operacionais, transparência e conectividade com investidores estrangeiros. Esse movimento posiciona o país de forma mais competitiva no mercado de capitais regional.
Apesar da desvalorização recente do guarani frente ao dólar, a moeda acumula desempenho positivo no ano, sustentada por termos de troca favoráveis e crescimento econômico consistente. A atividade econômica cresceu cerca de quatro por cento na comparação anual mais recente, com destaque para agricultura, exportações e serviços ligados ao comércio exterior.
A elevação do rating soberano para grau de investimento reforça a percepção de estabilidade fiscal e previsibilidade macroeconômica. No campo geopolítico, a iminente assinatura do acordo entre União Europeia e Mercosul em Assunção amplia o potencial de exportações e atrai interesse de empresas internacionais, com efeitos mais visíveis a partir do fim de 2026.
O desafio permanece na gestão de fluxos de capital e na dependência de commodities, mas o conjunto atual de fatores coloca o Paraguai como um dos mercados mais interessantes da América Latina neste início de ano.
🧠 Conclusão
O dia combina um sinal técnico relevante no Bitcoin, fortalecido por demanda real e institucional, com um cenário regional contrastante: o Brasil se apoia em commodities, mas enfrenta riscos políticos e financeiros, enquanto o Paraguai avança em integração global e previsibilidade macro. Em ambientes assim, planejamento, diversificação e gestão de risco seguem sendo as ferramentas mais valiosas do investidor.
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