📊 Diário Crypto — 11 de fevereiro de 2026
⚠️ Sexta-Feira 13: O Teste Triplo Que Pode Abalar o Bitcoin
O mercado de criptoativos entra nesta semana sob um raro alinhamento de riscos macroeconômicos. O Bitcoin perdeu uma zona importante de consolidação, os sinais de liquidez começam a enfraquecer e três eventos relevantes convergem para a sexta-feira, 13 de fevereiro.
O ponto central não é um único risco isolado. É a combinação deles.
🌍 O “Alçapão Macro” Para o Bitcoin
O Bitcoin rompeu abaixo de uma faixa de consolidação construída após o forte movimento da semana passada. Essas zonas são decisivas, pois representam o teste real da presença de compradores estruturais. Quando o preço perde esse suporte, o mercado envia um sinal claro de fragilidade.
Mas o gráfico, sozinho, não conta toda a história.
Três fatores se sobrepõem:
1️⃣ Risco Geopolítico e Petróleo
A escalada envolvendo o Irã volta a pressionar o mercado de energia. O Brent já acumula alta de 14% no ano, rompendo uma tendência de baixa prolongada.
Um alerta emergencial emitido para embarcações norte-americanas evitarem águas iranianas aumentou a percepção de risco. Além disso, estimativas de mercado apontam probabilidade relevante de uma ação militar dos Estados Unidos.
Quando o petróleo sobe, a inflação retorna ao centro da discussão.
2️⃣ Inflação (CPI) — Sexta, 13 de Fevereiro
A divulgação do índice de preços ao consumidor acontece no mesmo dia. O consenso projeta algo entre 2,5% e 2,6% ao ano, levemente abaixo dos 2,7% anteriores.
Em teoria, um CPI mais fraco sustentaria a narrativa de cortes de juros. O problema é que energia representa cerca de 10% da cesta inflacionária. Se o petróleo continuar pressionando, o dado pode surpreender negativamente.
CPI elevado + petróleo em alta é combinação clássica de aversão ao risco.
3️⃣ Risco de Paralisação Governamental
O prazo para evitar paralisação parcial do governo também termina na sexta-feira. Mercados de previsão atribuem probabilidade elevada ao cenário.
Um shutdown reduz a disponibilidade de dados econômicos. Em um momento em que o mercado precisa de clareza sobre inflação e crescimento, a ausência de informações pode ampliar a volatilidade.
📉 Liquidez Cripto: O Dinheiro Novo Não Está Entrando
Internamente, o mercado cripto também mostra sinais de enfraquecimento.
O fornecimento de stablecoins está praticamente lateral desde outubro. Isso sugere ausência de novo capital relevante entrando no sistema.
Sem expansão monetária dentro do ecossistema, movimentos de alta tendem a encontrar resistência.
📊 Técnicos: Sinais de Exaustão, Mas Não de Reversão Imediata
O RSI semanal atingiu níveis historicamente associados a fundos de mercado. No entanto, ciclos anteriores mostram que quando o RSI semanal rompe abaixo de 30, o mercado frequentemente entra em longos períodos laterais — entre 150 e 250 dias — antes de uma recuperação estrutural.
No RSI de duas semanas, padrões históricos indicam recuperação de preço em 10 a 12 meses após atingir níveis semelhantes.
Isso sugere que o cenário atual pode representar o início de uma fase de construção de base, e não necessariamente uma reversão imediata.
🎯 Estrutura de Preço
O Bitcoin enfrenta uma forte banda de resistência próxima à antiga máxima histórica e ao nível de 50% de retração de Fibonacci perdido recentemente.
Caso os níveis atuais falhem, a próxima zona relevante de suporte volumétrico está na região entre US$ 41.000 e US$ 43.000.
🏛 Regulação: A Clarity Act e o Impasse do Yield em Stablecoins
O ambiente regulatório nos Estados Unidos também vive momento sensível. A chamada Clarity Act enfrenta impasse em torno da possibilidade de stablecoins oferecerem rendimento.
Enquanto o debate se arrasta, outros mercados avançam.
Na Ásia, a FinChain, ligada ao Fosun Wealth Holdings, anunciou iniciativa de tokenização de ativos do mundo real sobre a rede Avalanche. O destaque é o FUSD, descrito como o primeiro token estável com rendimento baseado em ativos reais na região.
O produto é direcionado a instituições financeiras, family offices, private equity e fundos de pensão. A proposta envolve transparência, liquidação rápida e rendimento colateralizado.
O debate que trava o Congresso norte-americano já está se materializando como produto fora dos Estados Unidos.
Narrativas de “yield regulado” e tokenização de ativos reais podem se tornar temas estruturais para os próximos meses.
🇧🇷 Seção Brasil
O mercado brasileiro apresenta otimismo moderado, com pontos de força e cautela.
📊 Ibovespa
O índice fechou em 185.929 pontos, com leve queda de 0,17% após o IPCA de janeiro (0,33% no mês e 4,44% no acumulado anual). A inflação acima do esperado dividiu o mercado quanto ao ritmo de cortes da Selic.
Ainda assim, o índice acumula alta de 13,96% no mês e 46,95% em doze meses.
💵 Dólar
A moeda norte-americana abriu em queda para R$ 5,1839, refletindo fluxo estrangeiro e expectativa por dados dos Estados Unidos.
📉 Política Monetária
O mercado segue confiante em cortes de juros, mas há divergência quanto ao ritmo — 0,50 ponto percentual ou desaceleração para 0,25 ponto percentual.
🚀 Destaques Corporativos
Agibank realizou IPO na Bolsa de Nova York, captando US$ 240 milhões.
Petrobras registrou recorde de exportações.
BB Seguridade apresentou resultados positivos.
O cenário combina estímulos fiscais, revisões moderadas de crescimento (2,3% para 2026) e dependência de dados externos.
🇵🇾 Seção Paraguai
O Paraguai avança em reformas estruturais e integração internacional.
🏦 Política Monetária
O Banco Central reduziu juros para 5,75%, com possibilidade de novos cortes até 5,25% ao longo de 2026.
💱 Câmbio
O guarani permanece estável em 6.578,95 por dólar, com valorização acumulada anual expressiva.
🧾 Reforma Fiscal
O déficit da Caja Fiscal, estimado em US$ 380 milhões anuais, impulsiona reformas para sustentabilidade previdenciária.
🌎 Integração Global
A Bolsa de Valores do Paraguai passou a operar integrada ao sistema NASDAQ, ampliando acesso a capitais internacionais.
Além disso:
Parceria público-privada de US$ 413 milhões para rodovia PY01.
Avanços no acordo Mercosul-União Europeia.
Expansão de exportações com novos produtos.
O país consolida narrativa de estabilidade macroeconômica e crescimento sustentado, com potencial de upgrade para grau de investimento caso reformas avancem.
🧠 Conclusão Estratégica
A sexta-feira, 13 de fevereiro, representa um ponto de convergência de riscos:
Geopolítica pressionando energia
Inflação determinando juros
Risco de shutdown ampliando incerteza
Liquidez cripto enfraquecida
No curto prazo, o mercado pode enfrentar volatilidade elevada.
No longo prazo, sinais de sobrevenda historicamente precederam fases prolongadas de construção de base.
Pisos são construídos. Não são convocados.
Quer aprender a usar o Bitcoin para conquistar liberdade financeira? Conheça meu curso Soberania Crypto no site www.oandrecosta.com.br.



