CEO da Nvidia diz que demanda por computação explode com avanço da IA e acelera corrida tecnológica global
Jensen Huang afirma que modelos de inteligência artificial exigem capacidade computacional cada vez maior, abrindo espaço para novas oportunidades fora do mercado tradicional
A demanda global por capacidade computacional está explodindo em ritmo acelerado, impulsionada pelo avanço contínuo da inteligência artificial. A avaliação foi feita pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, durante um evento ao vivo da companhia realizado nesta segunda-feira, em Las Vegas.
Segundo Huang, o setor vive uma corrida intensa para alcançar a próxima fronteira da IA, com empresas disputando quem será a primeira a atingir novos patamares de desempenho e eficiência.
“A quantidade de computação necessária para a IA está disparando. A demanda por GPUs da Nvidia está disparando. Isso acontece porque os modelos estão crescendo em uma ordem de grandeza — um fator de 10 — todos os anos”, afirmou o executivo.
De acordo com Huang, a competição atual é essencialmente um problema de capacidade computacional. Quem consegue processar dados mais rápido chega primeiro à próxima etapa da evolução tecnológica.
“Todo mundo está tentando chegar ao próximo nível, e alguém sempre chega. No fim das contas, tudo é um problema de computação. Quanto mais rápido você computa, mais rápido alcança a próxima fronteira”, completou.
Pressão por computação impulsiona migração de mineradoras de Bitcoin
O crescimento acelerado da IA já vem impactando diretamente outros setores intensivos em energia e hardware, como a mineração de Bitcoin. Nos últimos anos, diversas empresas de mineração passaram a migrar parcial ou totalmente para o fornecimento de infraestrutura de computação para IA.
Essa mudança ocorre em paralelo ao aumento constante da dificuldade de mineração do Bitcoin, que reduz margens de lucro, enquanto a computação voltada à IA oferece novas fontes de receita mais previsíveis e potencialmente mais lucrativas.
Com a demanda por processamento avançado em alta, a tendência é que mais mineradoras considerem redirecionar seus data centers para workloads de inteligência artificial, maximizando o uso de energia, chips e infraestrutura já instalada.
Nova geração de chips promete salto de desempenho
Durante o evento, Huang também apresentou detalhes sobre os chips de próxima geração da Nvidia, conhecidos como Rubin e Vera. Segundo o CEO, ambos já estão em produção plena e seguem dentro do cronograma de lançamento.
Projetados para operar de forma integrada, os novos chips devem entregar até cinco vezes mais desempenho em computação para IA em comparação com as gerações anteriores, reforçando a posição da Nvidia como principal fornecedora de hardware para modelos avançados de inteligência artificial.
A expectativa é que essa nova arquitetura amplifique ainda mais a corrida por poder computacional, pressionando cadeias globais de energia, semicondutores e infraestrutura digital.
Impactos além do setor de tecnologia
O discurso de Huang reforça uma mudança estrutural em curso: a computação tornou-se o recurso estratégico central da nova economia digital. Com IA, blockchain, mineração de criptomoedas e data centers disputando os mesmos recursos, o cenário aponta para uma convergência entre setores antes separados.
Nesse contexto, a fronteira entre mineração de criptoativos e infraestrutura de IA tende a se tornar cada vez mais tênue, com empresas buscando flexibilidade para navegar entre diferentes ciclos de mercado.
Fonte: Nvidia
🎓 Quer aprender a usar o Bitcoin para conquistar liberdade financeira?
Conheça meu curso Soberania Crypto no site www.oandrecosta.com.br.



