CEO da Metaplanet rebate críticas sobre estratégia com Bitcoin e nega omissão de informações
Simon Gerovich afirma que compras, derivativos e empréstimos foram divulgados corretamente e que prejuízo contábil não reflete falha estratégica
O CEO da Metaplanet, Simon Gerovich, respondeu publicamente a críticas feitas por perfis anônimos nas redes sociais que acusam a companhia de ter enganado investidores sobre sua estratégia com Bitcoin e suas divulgações financeiras.
Segundo os críticos, a empresa teria atrasado ou omitido informações sensíveis ao mercado relacionadas a grandes compras de Bitcoin, operações com opções financiadas com capital de acionistas e detalhes sobre empréstimos lastreados em BTC. Também foram levantadas dúvidas sobre perdas com derivativos e a transparência das condições de crédito.
Em publicação detalhada na plataforma X, Gerovich afirmou que todas as aquisições de Bitcoin, estratégias com opções e operações de crédito foram reportadas de forma tempestiva, sustentando que as críticas decorrem de interpretações equivocadas das demonstrações financeiras — e não de irregularidades.
Compras de setembro foram divulgadas, diz CEO
De acordo com o executivo, a Metaplanet realizou quatro compras de Bitcoin em setembro de 2025 e anunciou cada uma delas imediatamente, rebatendo alegações de que a empresa teria adquirido BTC no topo local do mercado sem informar investidores.
O painel público da companhia indica aquisições de 1.009 BTC em 1º de setembro, 136 BTC em 8 de setembro, 5.419 BTC em 22 de setembro e 5.268 BTC em 30 de setembro de 2025. As compras também constam em rastreadores públicos de tesouraria corporativa de Bitcoin.
Gerovich explicou ainda que a venda de opções de venda (puts) e estruturas de put spreads teve como objetivo adquirir BTC abaixo do preço à vista e monetizar a volatilidade em benefício dos acionistas, e não apostar em movimentos especulativos de curto prazo.
Receita cresce 738%, apesar de prejuízo contábil
O CEO também contestou o uso do lucro líquido como principal métrica para avaliar uma empresa de tesouraria em Bitcoin. Segundo ele, o foco deve estar na receita operacional e na geração de caixa vinculada às atividades com BTC.
Na segunda-feira, a Metaplanet informou receita fiscal de 8,9 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 58 milhões) em 2025 — alta de cerca de 738% na comparação anual. Ainda assim, registrou prejuízo líquido de cerca de US$ 680 milhões, reflexo da queda no preço do Bitcoin no período.
Gerovich argumentou que as perdas são majoritariamente não realizadas e decorrem do tratamento contábil aplicado aos ativos digitais, não representando necessariamente falha estratégica.
Empréstimos lastreados em BTC e transparência
O executivo afirmou que a empresa estruturou uma linha de crédito em outubro de 2025 e divulgou os saques subsequentes em novembro e dezembro, incluindo valores captados, garantias, estrutura e condições gerais de juros.
Segundo ele, a identidade do credor e as taxas exatas não foram reveladas a pedido da contraparte. Ainda assim, defendeu que as condições obtidas foram favoráveis e que o balanço patrimonial permanece sólido, mesmo diante da recente correção do Bitcoin.
Pressão aumenta sobre empresas com tesouraria em BTC
A defesa da Metaplanet ocorre em meio a um ambiente de maior escrutínio sobre empresas listadas que adotaram modelos agressivos de tesouraria em Bitcoin.
A Strategy, maior detentora corporativa de BTC, reportou prejuízo líquido de US$ 12,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, período em que o Bitcoin recuou cerca de 22%. A companhia, no entanto, reforçou que mantém uma estrutura de capital mais resiliente e visão de longo prazo para o ativo.
O debate reacende questionamentos sobre sustentabilidade, risco e volatilidade no modelo de empresas que concentram parte relevante de seu caixa em Bitcoin — especialmente em ciclos de queda.
Fonte: Cointelegraph
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