Casa Branca tenta acordo sobre limite de recompensas em stablecoins para destravar projeto cripto
Terceira reunião em 16 dias discute restrição de “yield” a recompensas por atividade, não por saldo
A Casa Branca voltou a reunir representantes da indústria cripto e do setor bancário para tentar resolver o impasse sobre recompensas em stablecoins no projeto de lei de estrutura de mercado digital que tramita no Senado.
Foi o terceiro encontro em 16 dias. Apesar de não haver acordo final, executivos da Coinbase e da Ripple afirmaram que houve avanço nas negociações.
Segundo relatos, um dos assessores de cripto da Casa Branca defendeu um meio-termo: permitir que terceiros, como exchanges, ofereçam recompensas em stablecoins apenas vinculadas a transações ou atividade dos usuários — e não sobre saldos parados.
O diretor jurídico da Ripple, Stuart Alderoty, afirmou que as partes analisaram “linguagem específica” do texto. Já o chefe jurídico da Coinbase, Paul Grewal, classificou a reunião como “construtiva”.
A CEO da Blockchain Association, Summer Mersinger, disse que o encontro representou um “passo à frente” na resolução do tema.
Yield sobre saldo estaria fora da mesa
De acordo com jornalistas que acompanharam as discussões, a possibilidade de pagar rendimento sobre saldos ociosos — uma das principais bandeiras da indústria cripto — estaria praticamente descartada.
O debate agora se concentra em saber se empresas poderão oferecer recompensas ligadas a atividades específicas, como uso ou movimentação de stablecoins, algo visto como menos ameaçador pelos bancos.
O assessor cripto da Casa Branca Patrick Witt teria conduzido as discussões mais recentes, pressionando por essa solução intermediária.
CLARITY Act segue travado no Senado
A Câmara já aprovou versão semelhante do projeto, conhecida como Digital Asset Market Structure and Investor Protection Act, mas o texto segue parado no Senado por falta de apoio bipartidário suficiente no Comitê Bancário.
O projeto busca definir como reguladores como a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) supervisionarão o mercado cripto.
Do lado bancário, entidades como o Bank Policy Institute, a American Bankers Association e a Independent Community Bankers of America argumentam que recompensas em stablecoins poderiam criar pressão competitiva significativa sobre o sistema bancário tradicional.
Mais do que fuga imediata de depósitos, bancos temem perda estrutural de competitividade caso exchanges e intermediários cripto possam oferecer retornos atrelados a stablecoins.
As negociações devem continuar nos próximos dias, enquanto o Senado tenta viabilizar consenso para avançar com a legislação.
Fonte: Declarações públicas e relatos da imprensa especializada
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