Casa Branca reúne bancos e indústria cripto para destravar impasse sobre stablecoins no CLARITY Act
Discussões avançam sobre rendimento de stablecoins enquanto Senado ainda não vota texto final
A Casa Branca realizou mais uma reunião entre representantes da indústria de criptomoedas e do setor bancário para tentar superar divergências em torno do projeto de lei de estrutura de mercado digital em tramitação no Senado dos Estados Unidos.
Em entrevista à Fox News, o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou que o diretor jurídico da empresa, Stuart Alderoty, participou do encontro com autoridades da Casa Branca. A reunião ocorre na sequência de debates anteriores sobre o Digital Asset Market Structure and Investor Protection Act, conhecido como CLARITY Act, que busca estabelecer regras claras para ativos digitais nos EUA.
O projeto foi aprovado pela Câmara em julho, mas enfrenta atrasos no Senado. Entre os fatores estão dois shutdowns do governo em 2025 — incluindo o mais longo da história recente do país, com 43 dias — além de questionamentos de parlamentares democratas sobre conflitos de interesse e pressões para incluir dispositivos relacionados a DeFi, ações tokenizadas e rendimento (yield) de stablecoins.
Pressão política e expectativa de aprovação
A nova rodada de negociações ocorreu um dia após autoridades, incluindo o presidente da Commodity Futures Trading Commission, Michael Selig, e dois senadores americanos participarem de um fórum realizado no clube Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump.
O senador Bernie Moreno declarou no evento que espera que o CLARITY Act seja aprovado pelo Congresso e esteja pronto para sanção presidencial “até abril”.
Segundo Ji Hun Kim, CEO do Crypto Council for Innovation, a discussão na Casa Branca foi “construtiva” e deu continuidade a encontros anteriores para estabelecer um marco regulatório que fortaleça a competitividade americana.
Senado ainda trava votação
Apesar de o Comitê de Agricultura do Senado já ter avançado com sua versão do projeto em janeiro, o Comitê Bancário — peça-chave para a tramitação final — adiou indefinidamente a análise formal do texto.
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, manifestou oposição a dispositivos que limitariam recompensas pagas sobre holdings de stablecoins e alertou que o texto poderia enfraquecer o papel da CFTC em favor de maior autoridade da Securities and Exchange Commission (SEC).
Armstrong também levantou preocupações relacionadas a regras sobre ações tokenizadas, argumento que levou ao adiamento da votação no Comitê Bancário.
Disputa sobre stablecoin yield é ponto sensível
O rendimento oferecido por stablecoins — especialmente quando vinculado a reservas remuneradas — tornou-se um dos temas centrais do impasse. Bancos tradicionais defendem limites mais rígidos, enquanto empresas cripto argumentam que restrições excessivas podem prejudicar a inovação e a competitividade dos EUA.
Com o Senado ainda sem data para retomar a análise formal, o avanço do CLARITY Act dependerá de consenso entre reguladores, setor bancário e indústria digital.
O desfecho pode redefinir o equilíbrio de poder entre SEC e CFTC, além de estabelecer as bases para o futuro das stablecoins e da infraestrutura cripto nos Estados Unidos.
Fonte: Fox News e declarações públicas citadas
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