A Câmara de Anunciantes do Paraguai (CAP) e a Câmara de Indústrias Sustentáveis do Paraguai (Cispy) emitiram comunicados oficiais sobre a situação do Ueno Bank e suas possíveis repercussões no sistema financeiro nacional. Ambas as entidades concordam que a confiança do público deve ser protegida, que a atuação deve ser prudente e que são necessárias garantias para manter a estabilidade econômica, embora adotem enfoques diferentes quanto ao manejo da crise.
CAP – Transparência e cumprimento da lei
A CAP enfatizou que os fatos de amplo conhecimento público ligados ao sistema financeiro exigem respostas firmes, transparência total e pleno cumprimento das normas legais. O foco principal da câmara é resguardar a cadeia de pagamentos e a estabilidade financeira, elementos essenciais para a proteção dos depositantes, a previsibilidade das empresas e a conservação de empregos.
Um ponto central do comunicado foi o repúdio ao uso indevido do Fundo de Garantia de Depósitos fora dos limites estabelecidos pela Lei 2334/2003. A CAP lembrou que o fundo tem a finalidade de proteger os depositantes até o valor garantido por lei, não servindo como recurso para cobrir decisões de gestão ou investimentos que gerem custos ao sistema como um todo.
Cispy – Calma e confiança no setor
A Cispy, por sua vez, fez um apelo à serenidade e à prudência, argumentando que a situação específica do Ueno Bank não deve ser extrapolada para todo o sistema financeiro nacional. O sindicato reafirmou sua confiança em um sistema bancário saudável, composto por instituições que operam com seriedade, responsabilidade e profissionalismo.
A câmara também manifestou apoio à Associação de Bancos do Paraguai (Asoban), destacando a capacidade técnica e o comprometimento de seus membros. Além disso, alertou sobre o risco de que rumores e informações não verificadas enfraqueçam a confiança nas instituições financeiras que sustentam a poupança, o crédito e a atividade econômica do país.



