O bilionário investidor Stanley Druckenmiller afirmou que stablecoins e tecnologia blockchain podem transformar completamente o sistema global de pagamentos nas próximas décadas.
Em entrevista ao Morgan Stanley, o ex-gestor de hedge fund destacou que ativos digitais baseados em blockchain são mais rápidos, baratos e eficientes do que os sistemas financeiros tradicionais.
“Blockchain e o uso de stablecoins são incrivelmente úteis em termos de produtividade”, disse Druckenmiller.
Segundo ele, é provável que todo o sistema global de pagamentos passe a operar com stablecoins em cerca de 10 a 15 anos.
Histórico de sucesso no mercado
Druckenmiller fundou a gestora Duquesne Capital Management em 1981 e a administrou até 2010.
Durante esse período, o fundo registrou retorno médio anual de cerca de 30%, sem apresentar nenhum ano de perdas — um feito raro na indústria de investimentos.
O investidor já havia defendido anteriormente que sistemas baseados em blockchain poderiam substituir parte da infraestrutura financeira tradicional ligada ao dólar.
Em declarações à CNBC em 2021, Druckenmiller afirmou que a adoção de novas tecnologias financeiras ocorre em meio a uma queda de confiança no sistema bancário tradicional e nos bancos centrais.
Empresas de pagamentos já exploram stablecoins
Nos últimos anos, diversas empresas tradicionais de pagamentos começaram a testar liquidação de transações com stablecoins.
Entre elas estão:
Western Union
MoneyGram
Zelle
Essas iniciativas ganharam impulso após a aprovação da lei americana GENIUS Act em 2025, que criou um marco regulatório para stablecoins voltadas a pagamentos.
Ceticismo sobre Bitcoin como reserva de valor
Apesar de reconhecer o potencial das stablecoins e do blockchain, Druckenmiller demonstrou ceticismo sobre o papel das criptomoedas como reserva de valor.
Ele afirmou que não está convencido de que ativos como Bitcoin sejam necessários para o sistema financeiro.
“É uma solução procurando um problema”, disse o investidor.
Em declarações anteriores, Druckenmiller comparou o Bitcoin ao ouro, afirmando preferir o metal precioso por ser uma marca consolidada há mais de 5.000 anos.
Mesmo assim, ele reconheceu que o Bitcoin se tornou um ativo valorizado por muitos investidores e afirmou que, embora não possua BTC atualmente, acredita que talvez devesse ter algum.
Fonte: Cointelegraph, Morgan Stanley, CNBC.
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