BeatSwap aposta na tokenização de direitos autorais e quer transformar propriedade intelectual em ativo on-chain
Projeto propõe tratar IP como ativo gerador de fluxo de caixa, e não como simples colecionável, com royalties transparentes e liquidação em tempo real via blockchain.
A propriedade intelectual (IP) é frequentemente apontada como uma candidata natural à tokenização, mas a maioria das iniciativas em Web3 até agora se concentrou em colecionáveis digitais, e não nos direitos em si. Durante um AMA recente promovido pela Cointelegraph, Hazel, cofundadora da BeatSwap, explicou como o projeto busca mudar essa lógica ao tratar a propriedade intelectual como um ativo real tokenizado (RWA) diretamente on-chain.
Segundo Hazel, o objetivo central da BeatSwap é registrar direitos de IP na blockchain, garantindo proteção aos criadores e permitindo que fãs e colaboradores participem de forma mais direta do ecossistema econômico criado em torno dessas obras.
Direitos autorais on-chain, não apenas conteúdo
A BeatSwap se apresenta como uma plataforma full stack, desenhada para registrar direitos autorais verificados on-chain e criar um ambiente transparente para criadores, investidores e comunidades. A música funciona como porta de entrada do projeto, mas a infraestrutura foi pensada para escalar para outras áreas do entretenimento, como cinema, games e mídia digital.
De acordo com Hazel, a distinção é fundamental: enquanto colecionáveis dependem basicamente de revenda e especulação, direitos autorais estão ligados a fluxos contínuos de receita, como licenciamento e streaming. Ao padronizar esses fluxos por meio de smart contracts, a BeatSwap trata IP como um ativo produtivo, com receitas rastreáveis e auditáveis em tempo real.
De royalties opacos a receitas verificáveis
Um dos principais gargalos do mercado tradicional de IP é a falta de transparência. Criadores costumam esperar meses para receber pagamentos e raramente têm clareza sobre como os valores são calculados. Segundo Hazel, o registro on-chain resolve dois problemas ao mesmo tempo: velocidade de liquidação e visibilidade.
“Quando direitos e dados de licenciamento são registrados na blockchain, a informação se torna instantaneamente verificável e os pagamentos podem acontecer em tempo real”, afirmou.
A camada econômica da BeatSwap opera com dois modelos principais:
Licensing-to-earn: remunera participantes com base na atividade real de licenciamento, rastreada on-chain por meio de um token de índice, evitando recompensas puramente especulativas.
Vault-to-earn: permite que usuários aloque recursos limitados para sustentar atividades de licenciamento ao longo do tempo, fortalecendo o crescimento de longo prazo do ecossistema.
A verificação é o pilar central do sistema. A BeatSwap utiliza oráculos para validar propriedade e eventos de uso, como streams e desbloqueios de conteúdo, garantindo que o que está on-chain corresponda aos direitos do mundo real.
Escalando IP além da música
Embora a música concentre a adoção inicial, Hazel destacou que a verdadeira escalabilidade depende da padronização das estruturas de direitos, e não do tipo de conteúdo. Historicamente, a fragmentação de propriedade — com múltiplos detentores em uma única obra — dificultou a tokenização de IP.
“IP é um ativo digital por natureza, que circula globalmente por meio de licenciamento e streaming. Uma vez que a infraestrutura existe, torna-se uma das categorias mais otimizadas para tokenização”, explicou.
A BeatSwap aplica o mesmo modelo de verificação e contabilidade a diferentes categorias de IP, o que permite expandir sem reconstruir o sistema do zero. No roadmap do projeto estão previstos uma camada social, um launcher de RWAs para tokenização de direitos e um marketplace descentralizado, no qual IP tokenizada gera retornos baseados em licenciamento.
Ao final do AMA, a visão apresentada foi clara: a BeatSwap quer posicionar a propriedade intelectual como um ativo on-chain de primeira classe, com uso verificável, receitas transparentes e participação compartilhada entre criadores e fãs — abrindo caminho para que IP se consolide como uma categoria funcional e escalável dentro do Web3.
Fonte: Cointelegraph AMA / BeatSwap
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