Baleias acumulam Bitcoin enquanto varejo realiza lucros, aponta Santiment
Movimento de grandes investidores sugere força estrutural do mercado e aumenta chances de nova pernada de alta nas criptomoedas
A acumulação de Bitcoin por grandes investidores — conhecidos como baleias e tubarões — combinada com a recente realização de lucros por parte do varejo, pode ser interpretada como um sinal altista para o mercado cripto. A avaliação é da plataforma de análise on-chain Santiment.
Segundo a empresa, os mercados de criptomoedas “tendem a seguir o caminho dos grandes detentores (baleias e tubarões) e a se mover na direção oposta ao comportamento das pequenas carteiras de varejo”.
Nesse recorte, baleias e tubarões são definidos como investidores que possuem entre 10 e 10.000 BTC, enquanto o varejo concentra carteiras com menos de 0,01 BTC.
Acumulação marca fundo local do mercado
Desde meados de dezembro, esse grupo de grandes investidores acumulou, de forma conjunta, 56.227 bitcoins, de acordo com dados da Santiment. Para a plataforma, esse movimento marcou o fundo local do mercado, mesmo com os preços permanecendo relativamente estáveis no período.
“Embora o mercado tenha ficado lateralizado, a divergência altista causada pela acumulação tornava praticamente inevitável ao menos um rompimento menor”, destacou a empresa.
Nas últimas 24 horas, o cenário ficou ainda mais favorável. Isso porque investidores de varejo passaram a realizar lucros, impulsionados pela percepção de que o mercado poderia estar em uma “armadilha de alta” (bull trap). Historicamente, esse comportamento tende a favorecer a continuidade do movimento ascendente quando acompanhado por forte acumulação institucional.
Diante desse contexto, a Santiment conclui que há uma probabilidade acima da média de crescimento contínuo do valor de mercado das criptomoedas.
Bitcoin se aproxima de resistência importante
O Bitcoin vem operando de forma lateral há cerca de seis semanas, oscilando entre US$ 87 mil e US$ 94 mil desde o fim de novembro. Atualmente, o ativo se encontra na parte superior desse intervalo, após atingir uma máxima de US$ 94.800, segundo dados da TradingView.
O analista James Check observou que o BTC iniciou 2026 com um rali consistente, mas destacou que “a verdadeira história está na massiva redistribuição de oferta acontecendo nos bastidores”. Segundo ele, a concentração de oferta caiu de 67% para 47%, a realização de lucros despencou e o mercado futuro passou por um short squeeze, tudo isso com alavancagem geral ainda baixa — um sinal considerado saudável.
Consolidação altista segue intacta
Para Andri Fauzan Adziima, líder de pesquisa da exchange Bitrue, o Bitcoin permanece em uma fase de consolidação altista.
“Resistências importantes estão entre US$ 95 mil e US$ 100 mil, com forte interesse em opções de compra próximas ao nível de US$ 100 mil para o vencimento de janeiro. O suporte imediato está entre US$ 88 mil e US$ 90 mil; uma perda dessa faixa poderia abrir espaço para uma correção mais profunda”, avaliou.
Fonte: Santiment, Cointelegraph, TradingView
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