Backpack promete converter tokens em participação acionária antes de possível IPO
Exchange anuncia modelo que vincula staking do token à equity da empresa e promete priorizar usuários
A plataforma de negociação cripto Backpack Exchange anunciou nesta segunda-feira um novo modelo de tokenização que permitirá aos detentores do futuro Backpack Token converterem seus ativos em participação societária na empresa.
Segundo o CEO e fundador Armani Ferrante, usuários que fizerem staking do token por pelo menos um ano poderão trocar seus tokens por ações da companhia em uma proporção fixa equivalente a 20% do capital da empresa no estágio atual.
A proposta surge enquanto a exchange se movimenta em direção a um possível IPO nos Estados Unidos, buscando apresentar um modelo alternativo ao padrão tradicional de lançamentos de tokens no setor cripto.
Token atrelado à participação societária
Ferrante afirmou que muitos lançamentos anteriores foram baseados em “falsas promessas” de utilidade, sem conexão concreta com geração de valor real. O modelo da Backpack pretende ancorar o valor do token diretamente na participação acionária da empresa, sinalizando compromisso de longo prazo com usuários.
“Entré en cripto porque acredito que vai mudar o mundo… mas, em meio aos ciclos de euforia e colapsos, nos perdemos”, declarou o executivo em publicação nas redes sociais.
A estratégia busca inverter a lógica tradicional do mercado, onde investidores e insiders recebem grandes alocações iniciais, criando pressão de venda previsível sobre investidores de varejo.
Estrutura de tokenomics prioriza usuários
A Backpack informou que 25% do total de 1 milhão de tokens será desbloqueado no evento de geração do token (TGE). Outros 37,5% serão liberados antes do IPO, condicionados ao cumprimento de metas como aprovações regulatórias e lançamento de novos produtos.
Os primeiros 62,5% da oferta total serão destinados integralmente aos usuários. O restante será desbloqueado apenas após o IPO, beneficiando equipe e investidores.
A empresa também firmou parceria com a Superstate, agente de transferência registrado na SEC, para viabilizar ações tokenizadas onchain — movimento que reforça a intenção de integrar mercado de capitais tradicional com infraestrutura blockchain.
Histórico e contexto
A Backpack foi fundada em 2022, após o colapso da FTX e da Alameda Research, onde Ferrante trabalhou anteriormente. Desde então, a empresa busca se posicionar como alternativa regulada e transparente dentro do setor.
Apesar de reconhecer que o modelo inicial ainda será relativamente centralizado, Ferrante afirmou que há planos de descentralização progressiva à medida que o produto evoluir.
O anúncio ocorre em um momento em que diversas exchanges exploram alternativas para alinhar tokens a fundamentos reais de negócio, especialmente diante da crescente pressão regulatória nos Estados Unidos e da busca por modelos mais sustentáveis no mercado cripto.
Fonte: Backpack Exchange / Declarações públicas de Armani Ferrante
Quer aprender a usar o Bitcoin para conquistar liberdade financeira? Conheça meu curso Soberania Crypto no site www.oandrecosta.com.br



