Babylon integra Ledger para permitir staking de Bitcoin com autocustódia
Parceria cria cofres programáveis que permitem usar BTC em aplicações financeiras sem abrir mão do controle dos ativos
A empresa de infraestrutura para staking de Bitcoin Babylon Labs anunciou uma parceria com a fabricante de carteiras físicas Ledger para permitir que usuários utilizem seus Bitcoins em aplicações financeiras mantendo autocustódia total dos ativos.
A integração permitirá que dispositivos Ledger sejam utilizados como camada de assinatura segura nos chamados Trustless Bitcoin Vaults (BTCVaults), cofres programáveis que bloqueiam Bitcoin em contratos inteligentes governados por condições on-chain.
Com esse modelo, os usuários podem participar de estratégias financeiras com BTC sem precisar transferir os fundos para exchanges ou custodiante terceirizados.
Assinatura segura diretamente na hardware wallet
Na prática, os dispositivos Ledger funcionarão como camada de autorização das transações dentro dos BTCVaults.
Isso significa que qualquer interação com o cofre — como depósitos, retiradas ou movimentações — precisará ser confirmada diretamente na hardware wallet do usuário.
A solução também utiliza a tecnologia Clear Signing da Ledger, que mostra na tela do dispositivo os detalhes completos da transação em linguagem legível, permitindo que o usuário verifique exatamente o que está autorizando antes de assinar.
Esse mecanismo foi projetado para reduzir o risco de transações maliciosas ou opacas, um problema recorrente no ecossistema cripto.
Escala da Ledger impulsiona adoção
A parceria ganha relevância pelo tamanho da base de usuários da Ledger. A empresa já vendeu mais de 8 milhões de dispositivos globalmente, tornando-se uma das maiores fabricantes de hardware wallets do mundo.
Segundo informações recentes do mercado, a Ledger também estaria em conversas com grandes instituições financeiras para realizar um IPO nos Estados Unidos.
Cofres digitais ganham espaço no mercado cripto
Os chamados vaults de autocustódia estão se tornando uma tendência crescente no setor de ativos digitais.
Diferentemente de plataformas centralizadas, onde os usuários depositam seus ativos em exchanges, esses cofres utilizam contratos programáveis que permitem manter a propriedade dos ativos enquanto participam de estratégias financeiras, como:
staking
empréstimos
geração de rendimento
O conceito ganhou popularidade no setor de finanças descentralizadas com protocolos como Yearn Finance, que introduziram cofres automatizados para otimização de rendimento.
Mais recentemente, o Telegram também passou a oferecer produtos semelhantes dentro de sua carteira cripto integrada, permitindo que usuários depositem ativos como Bitcoin, Ether e Tether em estratégias de rendimento.
Instituições financeiras também começam a explorar o modelo. A gestora Bitwise Asset Management, por exemplo, colaborou com o protocolo de empréstimos DeFi Morpho para desenvolver estratégias de vaults on-chain voltadas à geração de rendimento por meio de empréstimos colateralizados.
A integração entre Babylon e Ledger reforça a tendência de infraestrutura financeira descentralizada combinada com autocustódia, um dos pilares centrais da filosofia do Bitcoin.
Fonte: Babylon Labs / Cointelegraph
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